Sepang - A Fórmula 1 espera protagonizar na madrugada de hoje para amanhã, em Sepang, a maior aberração do novo regulamento. O primeiro dia de treinos para o GP da Malásia, segunda etapa do Mundial, deve bater recorde. O recorde do marasmo. ''A preocupação com a resistência do equipamento vai ser maior do que a busca por tempos'', disse Patrick Head, sócio da Williams.
O raciocínio é lógico. Desde que estreou no calendário, em 1999, Sepang se notabilizou por ser o circuito que mais penaliza pneus e motores. Isso por conta do clima: temperaturas superiores a 35 graus Celsius, com umidade amazônica. Para este ano, porém, a situação deve ficar ainda pior: o regulamento impõe limitações ao uso de propulsores e aos compostos.
O marasmo de Sepang deve ser usado pelos críticos das regras. A intenção dos dirigentes é mudá-las antes do GP do Bahrein, no dia 4 de abril. Mas o que mais perturbou a cúpula da F-1 nos últimos dias foi a definição do grid, no sábado. O novo formato, com duas voltas lançadas por piloto, prolongou o treino para quase duas horas, gerando protestos das TVs.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou ontem uma proposta de ajuste no treino classificatório: adiantar em uma hora a pré-classificação e, independentemente da duração dessa sessão, marcar o início da definição do grid para as 14 horas locais.
Caso haja consenso entre os times, a sugestão será levada ao Conselho Mundial da FIA e, se aprovada, irá vigorar no Bahrein.

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