Equipes desafiam regularidade em copa de trekking
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Marcos Pereira 
São Paulo, 11 (AE) - O desafio de manter a regularidade em trilhas que passam por morros, campos e rios estará presente em 90 equipes que disputam a segunda etapa da 8.ª Copa Paulista de Trekking, domingo, em Campos do Jordão. Durante aproximadamente cinco horas, os participantes, que largam às 8 horas, da Estação de Trem Emílio Ribas, no Bairro de Capivari, vão trilhar pelo Pico do Ibirim, percorrendo a pé cerca de dez quilômetros.
De acordo com o organizador do torneio, Reginaldo Costa, a etapa é de nível médio, com muitas travessias por mato, incluindo a bela paisagem por uma floresta de samambaias, com até dois metros de altura. A competição, que teve início em janeiro, em Taubaté, terá seis provas e está prevista para terminar em junho.
A rapidez e agilidade no cumprimento das provas não premiam os vencedores das provas de trekking. A vitória é determinada àqueles que percorrem o trajeto exatamente no tempo especificado pela organização. Cada segundo atrasado significa a perda de um ponto e cada segundo adiantado vale dois pontos a menos na contagem geral. No fim da prova, o vitorioso é aquele que perde menos pontos.
Os tempos são acompanhados por Postos de Controle (PC) - profissionais que ficam espalhados, aleatoriamente, pela trilha. Em cada base, eles anotam o tempo de chegada de cada equipe e a direção por onde veio. Se o posicionamento estiver errado na trilha, o time perde 180 pontos. Os PCs também controlam o estado físico dos participantes e monitoram os possíveis locais em que se encontram, em caso de estarem perdidos.
Raciocínio - Cada equipe pode ter de três a seis integrantes. O papel principal pertence ao navegador, que vai decifrar a planilha de identificação do trajeto. O mapa contém indicações de distância a ser percorrida em cada trecho e a velocidade média utilizada. Por isso, cada time precisa de um integrante para fazer cálculos, que vão determinar o tempo ideal para a chegada em cada base. Como as planilhas contêm a distância a ser percorrida até um ponto indicado, um contador vai utilizar os seus passos para medir a caminhada e avisar quando o local marcado for atingido.
De acordo com Reginaldo, o público-alvo do trekking tem média de 30 anos de idade e é composto por profissionais liberais e executivos, que adotam o esporte como uma forma de relaxamento. É o caso da engenheira civil Patrícia Domingues, que participará de uma prova pela primeira vez. Ela vai competir com um grupo de amigas, e duas delas já praticavam esportes radicais, como rappel. "Estava procurando uma atividade ligada à natureza e gostei do trekking, porque também tem um pouco de aventura", comenta.


