São Paulo - O Mundial de F-1 que começa em 21 dias na Austrália trará alterações importantes no comportamento dos carros. Novidades como fim do controle de tração e utilização de centralina eletrônica padrão (espécie de computador que comanda os dispositivos eletrônicos do carro), porém, não fizeram com que as equipes alterassem muito a rotina de testes.
Depois de 29 dias de treinos neste ano, 10 das 11 equipes da categoria retornam à pista hoje, em Barcelona, para a última bateria de testes antes do começo do campeonato - só a Williams não irá à Espanha.
O time de Frank Williams, aliás, é, ao lado da Toro Rosso, o único que acumulou mais quilômetros em 2008 do que na última temporada. Todos os demais ainda estão abaixo dos números do ano passado.
Ou seja, apesar de toda a choradeira da maioria dos pilotos quando as novidades foram anunciadas, de que o fim do controle de tração podia ser perigoso pois prejudicaria a dirigibilidade dos carros, os times não parecem comovidos.
Das 11 equipes, a que mais testou até agora foi a Renault, que estréia a dupla Fernando Alonso e Nelsinho Piquet. Foram seis sessões e 11.886 km. A equipe, depois de conquistar dois Mundiais de Pilotos e Construtores consecutivos, somou apenas 51 pontos e não venceu corridas em 2007.
Mas, apesar de ter rodado mais do que as rivais, os pilotos da Renault acreditam que não estão em condições de lutar pelos primeiros lugares. ''Estamos muito atrás ainda. Não temos condições de lutar por nada importante agora. Pensar no pódio (na estréia) seria muito otimismo'', disse Alonso.

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