Equipes da F-1 anunciam medidas contra gastos
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quinta-feira, 05 de março de 2009
France Presse 
São Paulo - Luca di Montezemolo, presidente da Federação das escuderias de Fórmula 1 (Fota), anunciou ontem em Genebra, na Suíça, várias medidas para reduzir pela metade os gastos das escuderias entre 2008 e 2010.
O custo dos motores, dividido por dois entre 2008 e 2009, terá mais uma redução, de 37,5%, entre 2009 e 2010, e o das caixas de câmbio e dos chassis cairá em, respectivamente, 60% e 30%, entre 2009 e 2010, segundo Montezemolo.
A redução do número de sessões de treinos livres, que permitiu economizar 50% dos custos relacionados a estas sessões entre 2008 e 2009, deve continuar, para ganhar mais 30% entre 2009 e 2010. Além disso, os esforços empreendidos no setor da aerodinâmica deverão permitir dividir este orçamento pela metade entre 2009 e 2010.
O sistema Kers (Kynetic energy recovery system), que permite transformar a energia estocada durante as freagens em cavalos suplementares e cujo desenvolvimento acarretou gastos gigantescos, deve ser padronizado, com um preço fixado em um a dois milhões de euros por equipe. Nossa meta é reduzir o orçamento em mais de 50% em dois anos, afirmou Luca di Montezemolo, que também é o patrão da Ferrari. Começamos a conversar sobre cortes de gastos em julho de 2008, Antecipamos a crise econômica. Se já não tivéssemos começado a aplicar estas medidas, a situação teria ficado complicado para algumas escuderias, comentou.
Além disso, acrescentou, as montadoras terão de assumir antes do dia 18 de março o compromisso de permanecer na F1 até 2012, para dar mais estabilidade à categoria.
No âmbito esportivo, a Fota sugeriu a modificação da escala atual de pontuação. A proposta é de que os vencedores passem a receber 12 pontos, e não dez como atualmente. Os outros integrantes do pódio também teriam suas pontuações alteradas: o segundo colocado receberia nove, e o terceiro, sete.
As escuderias também estão pensando em reduzir o tamanho dos Grandes Prêmios para 250 km (ou 1h40) no máximo, modificar o formato do classificatório e multiplicar as informações técnicas para os telespectadores durante as corridas. Temos o melhor espetáculo televisivo do mundo, mas ainda precisamos melhorá-lo. Há em nossos eventos tecnologia, glamour e perigo. Contudo, nosso produto deve ser menos previsível, e mais próximo da imprensa e do público, resumiu Flavio Briatore, o patrão da Renault F1.


