Melbourne -Técnicos das 10 equipes quebram a cabeça para encontrar formas de aproveitar-se de brechas nas novas regras. Ontem a movimentação era tão grande que obrigou o diretor de prova e responsável técnico da FIA, Charlie Whiting, a procurar mudar um importante tópico relativo ao reabastecimento dos carros.
Pelo texto da FIA, cada piloto deve ter seu carro alinhado na saída de box para entrar na pista, antes da classificação, sábado, cinco minutos antes do seu horário. Agora eles registram seu tempo um a um. Ocorre que pode ser grande a vantagem de um piloto que deixa para definir o volume de gasolina instantes antes de sair dos boxes. Por exemplo: se Montoya, da Williams, faz na sexta-feira o tempo de 1min24s500 e no sábado, sob condições de tempo semelhantes às do dia anterior, obtém 1min26s500, a margem de aproximação do volume de gasolina com que irá largar é razoavelmente grande.
Como na pista australiana cada 30 quilos a mais de combustível correspondem, em média, a 1 segundo a mais no tempo de volta, Montoya teria estabelecido a massa de 60 quilos de gasolina, aproximadamente, para largar. Ele não foi, sábado, dois segundos mais lento que na sexta-feira? Esse dado permite até se estabelecer qual será sua estratégia de corrida: dois pit stops. Não é tudo: Montoya teria autonomia para a primeira parada até a volta de número 22. Como 60 quilos de combustível correspondem a algo como 75 litros e o consumo médio nesse traçado é de 3,3 litros por volta, logo Montoya poderia extender sua permanência na prova, sem reabastecer, por 22 voltas.
Sabendo disso a Ferrari poderia definir sua estratégia em cima do que fez a Willliams. Ontem, Whiting procurava a assinatura de todos os chefes de equipes para obrigar que os mecânicos reabasteçam o carro até antes do sinal verde que identifica o início da sessão de classificação. Até o começo da noite o impasse não havia sido resolvido. (A.E.)

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