A equipe Ferrari, de Michael Schumacher, distribuiu comunicado ontem em Maranello, na Itália, expondo todas as razões porque está acusando David Coulthard, da McLaren, de tirar seu piloto da prova da Bélgica, domingo. O time do escocês, em resposta à acusação dos italianos, também emitiu nota em Londres, na Inglaterra, negando a acusação e convidando a direção da Ferrari para uma reunião privada.
Para Schumacher e os dirigentes da Ferrari, Coulthard tornou o acidente entre os dois, em Spa, inevitável. É o que consta no comunicado da escuderia de Maranello. Schumacher liderava a competição com cerca de 40 segundos de vantagem quando, ao dar uma volta em Coulthard, retardatário, os dois bateram. A vitória daria ao alemão o primeiro lugar do Mundial, já que Mika Hakkinen, também da McLaren e líder do campeonato, havia abandonado o GP da Bélgica por ter-se envolvido num acidente na relargada da prova.
Schumacher completou ontem 60 voltas, sete a mais de um GP, visando preparar o carro para a corrida e menos para a classificação, já que em Monza as ultrapassagens não são muito difíceis. Sua melhor volta foi de 1min25s287, quinta do dia. Coulthard também visou a simulação de um GP mas no fim instalou pneus novos para fazer 1min23s597, o mais veloz. Hoje os dois voltam a trabalhar.
Pressionado pela imprensa italiana, Schumacher voltou a abordar o assunto: ‘‘Agora, se o David desejar me procurar, deve me responder por que dirigia tão devagar naquele ponto da pista.’’
No dia dos comunicados oficiais, o time Jordan, vencedor da corrida na Bélgica, distribuiu nota afirmando que entrou na Justiça inglesa contra seu próprio piloto, Ralf Schumacher. O irmão de Michael e seu empresário, Willi Weber, pretendem deixar a Jordan sem pagar multa por considerarem que o contrato entre ambos lhes dá esse direito, o que é contestado pela equipe.

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