Equipe tem veteranas e estreantes
A pivô londrinense Jayne, 37 anos, sabe que esta é sua última convocação para a seleção brasileira, mas ainda não pensa em parar de jogar. ''Enquanto a cabeça estiver raciocinando e as pernas obedecendo, vou continuar em quadra. Espero jogar pelo menos mais um ou dois anos'', diz ela. A experiência veio ao longo de 15 anos nas quadras e no decorrer desse tempo ela cuidou da vida profissional. Formou-se em educação física e hoje é treinadora das equipes de base da Unopar, com as quais faturou dois títulos brasileiros no Sub-17 e no Sub-20.
Entre jogar e ser treinadora, ela diz que prefere a primeira opção. ''Me sinto privilegiada de nunca ter sofrido uma lesão séria que me tenha feito pensar em abandonar a carreira''.
A história de Jayne contrasta com as de jogadoras que são debutantes na seleção, como a pivô Juliana Cardoso, 19, do Mace/Uniderp, de Campo Grande-MS, e a ala/pivô Gabriela, 20, do Kindermann, de Caçador-SC. A primeira foi destaque na última Taça Brasil Sub-20, disputada em agosto, quando o Mace/Uniderp terminou em 3º lugar ficou atrás somente da Unopar/Londrina e do Kindermann. Ela, que é nascida em Rondônia, diz que há boas equipes de futsal no Mato Grosso do Sul. ''De alguma forma a gente é vista nas competições. Tanto que em julho fui convocada pela seleção Sub-20 de futebol para um período de treinamentos na Granja Comary (RJ)'', diz Juliana.
Esse vaivém entre o futebol e o futsal também permeia a carreira de outras jogadoras da seleção. Gabriela, do Kindermann, brilhou nos gramados na Universíade deste ano, disputada na Turquia. Antes, quando morava em Vitória-ES, jogava até futebol de areia. ''Em 2003 representei o Brasil em torneios de beach soccer na Espanha. Rodamos por várias cidades do litoral divulgando o esporte'', relata Gabriela. (J.K.)





