Agência Estado
De Suzuka, Japão
Rubens Barrichello se emocionou ontem com a demonstração de carinho da sua equipe, a Stewart. O GP do Japão será a sua última prova no time dirigido por Jackie Stewart. ‘‘Depois de tirarmos uma foto todos juntos, eles me deram um defletor, peça da moda, com dedicatórias e assinaturas dos integrantes do time’’, disse, sensibilizado com a iniciativa. ‘‘Os mecânicos, ao me entregarem a peça, fizeram questão de afirmar que aquele defletor estava dentro do regulamento’’, comentou brincando.
‘‘Um deles pediu para eu voltar para a equipe depois de 2001, quando acaba meu contrato com a Ferrari.’’ O gesto é um reflexo do bom ambiente da Stewart, comentou. ‘‘Estamos tendo grandes momentos juntos este ano, mas na temporada passada, quando o carro era muito ruim, passamos por apertos.’’ O que mais marcou na sua passagem pela escuderia foi a união de todos. ‘‘Nos dois campeonatos, 1998 e 1999, tão distintos para nós, o grupo estava fechado.’’
Em contraste com a alegria de Rubinho, Pedro Paulo Diniz, da Sauber, se limitou a dizer que na prova de Suzuka seu carro deverá se comportar ‘‘como sempre’’. Diniz não gostou de ver seu time trabalhar tanto para o GP da Malásia, a fim de causar boa impressão para o patrocinador, a Patronas, empresa malaia. ‘‘Eles deveriam ter visto antes a necessidade de desenvolver o carro.’’
Já Ricardo Zonta, da BAR, comentou que a pista de Suzuka deve permitir um desempenho um pouco melhor do modelo 01 da equipe. ‘‘Ele vai bem em curvas rápidas e aqui elas são muitas.’’ Zonta conhece o circuito de Suzuka através do Mundial FIA GT, quando competia pela Mercedes, ano passado. ‘‘Terminei a prova na segunda colocação.’’

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