Equipe quer mostrar que tem brio
Agência Folha
Com a honra do time colocada em xeque, o Marrocos ganha uma motivação a mais para superar Brasil, Noruega e Escócia, seus adversários no Grupo A do Mundial. ‘‘Podemos não ser uma seleção de primeiro escalão, mas somos a única da chave que estará jogando para mostrar que tem brio’’, avisou Henri Michel, técnico de Marrocos desde 1996.
Após enfrentar uma campanha ostensiva da torcida e da mídia marroquina, que pediram insistentemente sua saída do comando do time, o treinador francês fez um desabafo ao partir com seus jogadores para a concentração na França, em Aix-en-Provence. ‘‘Vivemos um pesadelo desde janeiro, quando começaram a inventar todo tipo de coisa, a dizer que alguns jogadores faziam corpo mole, que outros fingiam contusão, que não era eu quem escalava o time... Colocaram em dúvida nossa moral, e tudo porque perdemos a Copa da África.’’ Henri Michel referia-se à derrota de Marrocos na principal competição entre seleções do continente, quando caiu diante da África do Sul, nas quartas-de-final, por 2 a 1.
Quando voltou de Burkina Faso, local do torneio, o treinador recebeu ameaças de morte. Mesmo assim, resistiu no cargo. Para o treinador, o empate conquistado contra a França, sexta-feira, em Casablanca, servirá para dar motivação aos jogadores e enchê-los de moral no início da Copa. ‘‘Foi o primeiro jogo entre Marrocos e França desde a independência (do país africano), havia 100 mil pessoas no estádio e, mais do que com o empate, com o bom desempenho que nós tivemos, melhorou o clima do grupo.’’ Nos dias que antecedem a estréia da seleção contra a Noruega, em 10 de junho, em Montpellier, Henri Michel pretende aproveitar para treinar o sistema defensivo da equipe.

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