Equipe quer criar cultura do rali em Londrina
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Londrina terá a partir de março uma equipe disputando o Brasileiro de Rali de Velocidade na categoria carros. É a VPS MotorSport, iniciais dos sobrenomes dos três sócios, Claudiney Vidoti, Paulo Pegoraro e Mário Sell. Vidoti será o chefe da equipe, Pegoraro o navegador, e Sell, o piloto. O investimento para a temporada será de aproximadamente R$ 300 mil, valor correspondente ao gasto que as equipes de Stock V8 têm para disputar apenas uma etapa do Nacional, segundo Sell.
''Tenho fé que o rali de velocidade, que chega como novidade ao Norte do Paraná, cairá no gosto da população e atrairá novos adeptos, já que é uma categoria barata, comparada a tantas outras do automobilismo, e tem integração com a comunidade'', defendeu o piloto da VPS, que corre ralis desde 1983.
Sell, 42 anos, que é catarinense de Florianópolis, conta que os ralis de velocidade são muito difundidos no interior gaúcho e catarinense (em cidades como Itajaí, Blumenau, Pomerode e Rio do Sul) e também no Sul do Paraná. ''Só aqui em Londrina é que ainda não chegou essa cultura talvez por influência do automobilismo de pista'', comentou.
O piloto explica que Florianópolis é hoje o ''QG'' dos principais times de rali do País, sendo sede ainda das duas equipes oficiais, da Fiat e da GM - a Ted Racing (Fiat), liderada por Luiz Tedesco, 14 vezes campeão brasileiro, e a Off Limits (GM). Também estão na capital catarinense os dois principais preparadores do Brasil, sendo um deles o argentino Francisco Abadia. Outra cidade tradicional na modalidade é Curitiba, que sediou durante muitos anos a equipe oficial de rali da Volkswagen - hoje desativada.®MDBO¯®MDNM¯
Mário Sell, que começou a correr de Brasília, na década de 80, passando depois por modelos como Fiat 147, Gol e Escort, terá nas mãos este ano um carro da Fiat ou um Peugeot. O modelo e a montadora ainda não foram definidos. Se acertar com a Fiat, disputará as oito etapas do Brasileiro na categoria N2 (carros com motor até 1.6 e mecânica original, com exceção da suspensão, própria para off-road). Já se correr pela montadora francesa, participará da Copa Peugeot (sete etapas) na categoria A6 (carros 1.6 com preparação).
Sell afirma que competir em rali de velocidade ''não é muito caro'' porque o regulamento exige que em três categorias (N2, N3 e N4) os veículos precisam ser quase originais. ''Um Palio novo, por exemplo, adaptado para competição, não custa mais de R$ 60 mil'', cita ele. Outra vantagem é que o público acompanha livremente os carros pelas estradas rurais, além das largadas e chegadas. Em duas das etapas, a VPS terá a colaboração do apresentador da TV Tarobá Marquinhos Gomes, que atuará como navegador.


