Arquivo FolhaMelhor tempoChristian Fittipaldi, o mais veloz no primeiro treino livre A equipe Penske estreou ontem na pista de Long Beach um novo aerofólio dianteiro, no estilo ‘‘tubarão’’, já candidato ao título de inovação da temporada 98. A peça é inspirada nos Benetton projetados por John Barnard no início da década e deve ser usada pela equipe em todos os circuitos mistos e de rua do campeonato.
Na Penske, a pretensão é grande. Já se fala de inaugurar, neste final de semana, uma tendência aerodinâmica para os próximos anos. Se ainda não mostrou resultados práticos, a novidade causa curiosidade na categoria cujo regulamento restringe ao máximo as inovações, em nome da ‘‘igualdade’’.
Ontem, no primeiro treino livre para o GP de Long Beach, terceira etapa da temporada, os Penske, equipados com o novo aerofólio, não foram bem. André Ribeiro ficou em 16º e Al Unser Jr., em 20º. ‘‘Estávamos atrás do aperfeiçoamento dessa peça e não do melhor tempo’’, disse Chuck Sprague, vice-presidente da Penske. Segundo ele, o trabalho do projetista da equipe, John Travis, foi inspirado em Barnard. ‘‘A idéia básica do tubarão é a mesma: usar o máximo da área em asa e o mínimo possível em bico, afirmou Sprague. ‘‘Chegamos ao limite do que é permitido pelo regulamento da Indy.’’ Quanto mais ampla é a área de asa dianteira de um carro, maior a pressão aerodinâmica obtida. Melhor, portanto, a sua estabilidade. ‘‘O objetivo desse bico é direcionar para baixo do carro um fluxo maior de ar’’, disse Ribeiro.
O treino que define o grid de largada acontece hoje, a partir das 17h45 (de Brasília). Ontem, no primeiro treino livre (o segundo começaria às 19h30 locais), o mais rápido foi Christian Fittipaldi, com 51s203 (média de 178,059 km/h). O norte-americano Bryan Herta foi o segundo, com 51s367. Gil de Ferran, pole nos dois últimos anos, fez o sexto tempo. Gualter Salles foi o 13º, seguido por Tony Kanaan. Mauricio Gugelmin, o 17º e Hélio Castro Neves, o 19º.
CríticasO brasileiro Gil de Ferran fez ontem críticas duras à Cart, protestando contra a realização do GP de Long Beach neste final de semana. Segundo ele, não houve tempo para que os pilotos pudessem se recuperar da diferença de horários entre o Japão e o oeste dos EUA. Há uma semana, a Indy realizou sua segunda etapa, no oval de Motegi. A diferença de fuso entre a cidade japonesa e o Estado norte-americano da Califórnia é 17 horas. ‘‘Isso é burrada. Não dá para se recuperar bem. Deveria haver duas semanas de descanso’’, disse Ferran.

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