Equipe paranaense pode perder patrocínio
Fernando Tupan
e Agência Estado
A Secretaria do Esporte e Turismo do Paraná está sendo acusada de contribuir para que o Rexona/Paraná perca o patrocínio da Gessy Lever. A entidade estaria desonrando o contrato assinado há três anos, de melhoria do ginásio de esportes Tarumã. Outro fator que pesa é o fator televisão. Este ano a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) trocou a Bandeirantes pela CNT.
O gerente de marketing esportivo da patrocinadora, Luiz Felipe Taketani está tendo reuniões diárias com os administradores da Gessy para acabar com a angústia das atletas. No domingo Taketani anunciou em São Paulo que a empresa estaria estudando em abandonar o vôlei. O anúncio definitivo da quebra de contrato deve ocorrer logo após o Carnaval.
A Gessy Lever acusa a Secretaria de quebrar contrato de melhorias da sua casa de jogos. Há três anos tínhamos o melhor ginásio do País. Hoje precisamos melhor muita coisa. Precisamos uma sala de imprensa; a pintura do ginásio; a construção de banheiros para torcidas visitantes; melhoramento dos vestiários e uma reforma nas dependências da parte da administração e a reativação da loja da levantadora Fernanda Venturini, no Tarumã, explicou o gerente de marketing da patrocinadora
Apesar desses problemas, a Gessy não pretende deixar de investir no Projeto Social que atende 3.500 crianças em todo o Paraná. Apesar da disposição em não mexer no programa de iniciação esportiva, tudo poderá terminar se o treinador Bernardo Rezende deixar Curitiba.
O secretário Ney Leprevost não acredita de que o motivo seria o não cumprimento do contrato por parte do governo do Paraná. Ele disse ter tentado conversar com os diretores da empresa, ontem, e não conseguiu. Mas promete viajar até São Paulo para tentar convencer os empresários que permanecer patrocinando o Rexona é uma grande jogada de Marketing. A Gessy Lever cresceu de 3% paa 28% nos últimos três anos na Região Sul.
BERNARDINHOO técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, disse ontem, em Curitiba, que acredita na continuidade da Gessy Lever no patrocínio do vôlei. Mas confirma que a empresa exige da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e do governo do Paraná, que arquem com os seus compromissos de proporcionar retorno e infra-estrutura, respectivamente, ao investimento.
Não há ameaça no sentido de causar um mal-estar, mas é claro que sempre que se perde um grande patrocinador é muito ruim; não estou dizendo que vamos perder o Rexona, estou absolutamente tranquilo e minha opinião e que eles vão continuar apoiando o time e o projeto social, disse o técnico.
Admite que o governo do Paraná não tem a mesma participação atuante do início, afastou-se do projeto. Ele desmentiu o interesse do Vasco pelo time do Paraná.





