São Paulo - Dirigentes do Dempo Sport Club lançaram mais uma fagulha para aquecer a polêmica sobre a morte de Cristiano Júnior. O resultado oficial da autópsia deveria ter sido divulgado ontem, mas não foi liberado pelos médicos.
O atacante brasileiro de 25 anos desabou em campo no último domingo após receber um soco do goleiro rival, Subroto Paul, que defende o clube Mohun Bagan.
Um comissário de polícia disse ter acompanhado os exames no Victoria Hospital, localizado na cidade de Bangalore. Ele afirmou que a causa da morte foi uma parada cardíaca. O Dempo, equipe que Cristiano defendia, rechaça o diagnóstico e promete intervir.
''O clube já me procurou e disse que tudo pode estar sendo manipulado para que a federação não pague pelos erros que cometeu. Eles querem que o corpo vá para Goa (cidade onde está sediado o Dempo) para passar por uma necropsia decente'', contou o brasileiro Rogério Ramos Dal Solio, que também joga na Índia e está assistindo a viúva Juliana. Ela passou mal ontem e precisou ser hospitalizada.
Os cartolas do Dempo dizem que não havia médicos na ambulância que estava no estádio e acusam a federação de negligência. Além de requisitarem outra autópsia, informaram que vão processar a federação local.
Albert Colaco, secretário-geral da entidade que comanda o futebol na Índia, não foi encontrado ontem pela Folha de S.Paulo. Em comunicado oficial, informou apenas que Subroto Paul, goleiro que agrediu Cristiano, será suspenso mesmo que sua atitude não tenha influenciado a morte do brasileiro.
Por causa do atraso na divulgação da causa da morte, o corpo não deve chegar ao Brasil hoje, como previsto originalmente.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou que o corpo deve chegar ao Brasil apenas na noite de sexta-feira.

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