Londres - Em situação difícil já na segunda rodada da fase classificatória do Grupo B do torneio olímpico, a seleção brasileira feminina de basquete terá um rival muito difícil em sua luta pela reabilitação depois da derrota para a França, por 73 a 58, na estreia em Londres: será a Rússia, hoje, às 12h45. Na mesma rodada, irão jogar França x Austrália e Grã-Bretanha x Canadá. As seis seleções lutam por quatro vagas na segunda fase.
A equipe brasileira, dirigida pelo técnico Luis Cláudio Tarallo, tem de vencer a Rússia para manter as esperanças de evitar a quarta colocação, que provavelmente a obrigará a jogar com os Estados Unidos no mata-mata das quartas-de-final. A sequência de partidas das brasileiras é difícil, já que o terceiro confronto é com a forte Austrália. Depois, virão Canadá e Grã-Bretanha.
Entre as jogadoras e integrantes da comissão técnica era unânime a análise de que a equipe sofreu uma espécie de apagão no último quarto do jogo com as francesas, o que permitiu a que essas abrissem uma ampla vantagem.
''Estamos nas Olimpíadas, temos de rever os nossos erros e ver que cada jogo é uma final. Contra as russas, temos de mostrar nosso basquete'', declarou a ala-armadora Karla.
Já a pivô Érika acha que o Brasil perdeu sua auto-confiança no momento em que se sentiu ameaçado pela França. ''Contra as russas, temos de tornar a mostrar aquele Brasil vibrante e unido do primeiro quarto contra a França'', cobrou.
Para o técnico Tarallo, o grupo está consciente de que terá pela frente uma das grandes forças da competição. Mas, ao mesmo tempo, confia em poder vencer. ''Não basta trabalhar a cabeça, mas jogar com intensidade alta. Todo jogo é importante, e há duros adversários neste grupo. Não há rival fraco, e é uma chave difícil. O grupo da morte'', analisou.

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