Melbourne - A seleção feminina testa a partir de hoje, quando realiza sua estréia no Mundial de Melbourne, um status jamais alcançado e coloca à prova um planejamento de dois anos da Confederação Brasileira de Ginástica. Com Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Laís Souza e Camila Comin, o Brasil chega à competição com seu elenco mais forte em toda a história, o qual responde pelas duas medalhas obtidas pelo País até hoje em Mundiais e por mais 90% dos 33 pódios femininos obtidos na Copa do Mundo.
''Para um Mundial de especialistas por aparelhos, nunca tivemos um grupo tão gabaritado e experiente. Creio que, se a Laís puder competir, podemos voltar com três medalhas'', diz Eliane Martins, supervisora de seleções.
A confiança no quarteto ganha respaldo no fato de Daiane ser a atual campeã de solo e estar invicta há quase um ano, além de Laís ser hoje a líder no número de medalhas na Copa do Mundo 2005/ 2006 já detém sete. ''Estamos preparadas. Agora é mostrar na competição o que temos treinado para corresponder à expectativa'', diz Daiane.
Em jogo, diante de 104 rivais de 40 países, as brasileiras sabem que está toda a temporada feita até agora e a de 2006, já que a CBG usa, em especial, os resultados de suas atletas para buscar mais verbas e patrocínios. Só para levar a delegação a este Mundial, a entidade investiu cerca de R$ 150 mil.
Em seu maior evento do ano, a entidade não terá o que considera sua maior vitrine, a TV Globo, que viu a Band lhe tomar a frente nos direitos de transmissão do torneio _a emissora paulista, porém, irá exibir somente as finais a partir de sexta-feira.

mockup