Está muito bem montada a ‘‘armadilha’’ da Espanha para subjugar o Brasil, entre sexta-feira e domingo, na primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis, em Lérida, a 150 km de Barcelona. A mais importante competição de tênis por equipes do mundo reúne, pelo segundo ano consecutivo, brasileiros e espanhóis na rodada de abertura. No ano passado, a Espanha levou a melhor, com placar de 3 a 2, em Porto Alegre (RS), mas caiu em seguida, eliminada pela Suécia.
Manolo Santana, capitão espanhol e estrela do tênis em seu país nos anos 60, formou uma das equipes mais fortes neste ano para obter o primeiro título no torneio. Carlos Moya é o vice-líder da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), Alex Corretja é o sexto da lista, Carlos Costa, o 16º, e Félix Mantilla, o 20º. Pela equipe brasileira, apenas um jogador figura na lista dos ‘‘top 20’’ - Gustavo Kuerten, 18º do ranking. Fernando Meligeni é o 59º, Jaime Oncins, o 255º, e Márcio Carlsson, o 130º. Nível técnico a ‘‘detalhes psicológicos’’ foram unidos para deixar o Brasil em situação complicada.
‘‘Temos individualmente a melhor equipe em muitos anos. Para comparar algo a ela, temos que voltar aos tempos do próprio Santana e de Manoel Orantes’’, diz Augustín Pujol, presidente da Federação Espanhola de Tênis. Em 1965 e 67, Santana liderou o país até a final da Davis, mas a Austrália venceu nas duas vezes. Neste ano, além de Moya e Corretja, os mesmos que decidiram o confronto contra o Brasil em 98, as convocações de Mantilla e Costa foram estratégicas. Mantilla, 24 anos, nunca foi derrotado por um dos jogadores da equipe brasileira.
Será uma série melhor-de-cinco partidas: na sexta-feira haverá dois jogos de simples, no sábado o de duplas e no domingo, se preciso, outros dois de simples.

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