"Esse negócio de estratégia mata a gente", desabafou Rubens Barrichello para os caçadores de autógrafos e fotos que o aguardavam na garagem da KV. Tony Kanaan, bem mais nervoso, pôs o dedo na ferida com ênfase. "Não sou Deus. Não dá para fazer milagre. E o pior é que usaram essa estratégia nos três carros", esbravejou, conversando com os fãs ainda sobre a scooter que usou para ir da pista à garagem. Depois, falando com jornalistas, foi mais político. "Erros de estratégia acontecem. A gente ganha junto e perde junto. Vamos tentar consertar nas 500 Milhas. E vamos parar de falar nisso, porque quem anda para trás é caranguejo."

Logo depois chegou Helio Castroneves, com o mesmo largo sorriso que exibiu quando venceu a Dança dos Famosos da TV norte-americana. "Cheguei a questionar bastante a estratégia, porque dentro do carro não temos as informações que levam os estrategistas a tomar suas decisões. Mas foi perfeito. Na hora que tínhamos que acelerar, aceleramos. Quando precisamos economizar, economizamos."

Estrategista da Penske há cinco anos, e responsável pelo carro de Helinho, John Ericsson o fez parar na volta 9, o que causou estranheza ao brasileiro, para colocar os pneus vermelhos. "Quando se larga muito atrás, o interessante é utilizar uma estratégia oposta à dos líderes. Parando cedo, ele evitou o tráfego. Correndo livre, e graças aos problemas dos outros, ganhou rapidamente dez posições. Fizemos um bom trabalho, mas se o piloto não fizer a parte dele não se consegue nada", disse Ericsson.

Helinho mostrou otimismo quando falou sobre a situação do campeonato. Power disparou com três vitórias, mas o brasileiro, que venceu a primeira etapa, acredita que poderá reduzir a diferença na próxima etapa, as 500 Milhas de Indianápolis. "Estamos indo para o meu lado agora." Três vezes vencedor em Indianápolis, Helinho confia em sua maior habilidade para pilotar em ovais, justamente o ponto fraco de seu rival australiano – que só venceu uma em oval em 2011, no autódromo do Texas.

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