A McLaren deu a entender no fim de semana, em Melbourne, que recapitulará a história que ela mesmo escreveu há dez anos. Em 88, Ayrton Senna e Alain Prost, seus pilotos, venceram 15 das 16 etapas do mundial e classificaram-se no final em primeiro e segundo. A Fórmula 1 inteira se assustou com a impressionante superioridade demonstrada pela McLaren nas 58 voltas da corrida e na classificação para o grid, sábado. Ontem, a pergunta mais ouvida nos boxes era: o campeonato já acabou na primeira prova? ‘‘Sei que Ron Dennis (diretor geral da McLaren) sonha com outro 88, mas aposto que ele não o terᒒ, a afirmação é de um mordido Frank Williams.
Apesar de dizer que tudo é possível na Fórmula 1, Frank Williams tratou de diminuir a vitória de seu concorrente. ‘‘A vantagem que vocês viram aqui entre a McLaren e nossa equipe não é real’’. O dirigente contou que Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen, seus pilotos, reclamaram do comportamento do FW20, seu carro. ‘‘Não mostramos nosso potencial’’.
‘‘Eu vou dormir bem esta noite’’, disse Frank, para completar: ‘‘A McLaren é batível’’. Só não precisou quando a Williams será capaz de vencer de novo. A referência ao seu ex-projetista-chefe, Adrian Newey, contratado pela McLaren, era inevitável. Mas como sempre o dono da Williams reduziu a importância do engenheiro quando lhe perguntaram quanto de Newey havia na vitória da McLaren. ‘‘A diferença do carro deles está no motor e nos pneus’’, respondeu Frank.

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