De Curitiba e Londrina
A seleção brasileira de ginástica rítmica desportiva embarca hoje para Osaka, no Japão, em busca de uma vaga nos Jogos Olímpicos do ano 2000. A seleção vai disputar o Campeonato Mundial, que serve de seletiva para Sidney, de 29 de setembro a 3 de outubro. O Brasil vai concorrer com aproximadamente 30 países. Mas apenas os oito primeiros colocados garantem vaga para a Olimpíada.
O Brasil vai estar representado pelo conjunto de seis integrantes e por outras quatro atletas que vão competir individualmente.
A equipe brasileira, que treina em Londrina, sob o comando de Bárbara Laffranchi, conta com Alessandra Ferezin Guidugli, Camila Ferezin do Amarante, Dayane Camilo da Silva, Flávia Faria, Michele Salzano e Juliana Coradine. O embarque será às 13h50. Para Bárbara, as seleções mais fortes são as da Rússia, Grécia, Bielo-Rússia, Espanha, Ucrânia, Bulgária, Japão e China.
Já a equipe de ginástica olímpica embarca no próximo dia 25 para o Mundial que acontece em Tinjin, na China, de 9 a 16 de outubro. O Brasil vai levar três atletas no masculino e seis no feminino. Serão 25 países disputando 12 vagas nas Olimpíadas do ano que vem. A seleção feminina só deverá ser definida depois da seletiva final, que acontece em Curitiba, no próximo final de semana. Das nove atletas que estão competindo, apenas seis poderão ir ao Mundial.
Para a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica e da União Pan-Americana de Ginástica, professora Vicélia Florenzano, as chances do Brasil conseguir uma vaga para Sidney na ginastica olímpica masculina são muito pequenas.
GRD – Mas se na ginástica olímpica o Brasil ainda tem dificuldades de levar seus atletas até os Jogos Olímpicos, na GRD a situação é bem diferente. A ascensão do País nos dois últimos mundiais fez a comunidade internacional olhar a GRD brasileira com outros olhos. ‘‘No Mundial da Alemanha, em 97, ficamos em 27º lugar, ano passado em Sevilha subimos para o 13º lugar e agora queremos ficar entre os oito’’, confia Vicélia. ‘‘O Pan-Americano mostrou o quanto estamos fortes e tudo isto é resultado da proposta de juntar o grupo em Londrina e trabalhar muito visando as Olimpíadas’’, disse.
Mesmo que o Brasil não consiga a vaga no Mundial, sobram ainda duas vagas para Sidney a serem dividas entre os quatro campeões continentais. ‘‘É só torcer para que os campeões continentais consigam a vaga no Mundial e estaremos nas Olimpíadas de qualquer jeito’’, confia a dirigente.
Vicélia alerta para o alto nível que as competições vão ter. Ela teme pelas arbitragens, que em competições seletivas para os Jogos Olímpicos são sempre tendenciosas. ‘‘É uma guerra, cada árbitro quer beneficiar o seu país e aí o corporativismo da Europa fala mais alto’’, avisa.
Ela classifica os dois mundiais como um cópia da Olimpíada. ‘‘Só a nata do esporte no mundo é que vai estar disputando vaga para Sidney’’, diz. ‘‘Ninguém vai deixar um bom atleta em casa, quando está em jogo a participação do país em uma Olimpíada’’, finaliza.

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