Equipe de hipismo terá uma mulher pela primeira vez
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domingo, 11 de julho de 1999
Por Valéria Zukeran 
São Paulo, 12 (AE) - A Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural (Abhir) apresentou hoje os seis representantes brasileiros do Concurso Completo de Equitação (CCE) que vão lutar pelo bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos, a partir do dia 22, em Winnipeg, Canadá. A novidade é a presença da amazona Ana Paula Perracini, que, montando Nopar, será a primeira mulher a representar o país nos Jogos.
A equipe, comandada por Ademir de Oliveira, também conta com os cavaleiros Artemus de Almeida (montando Schincariol Avalon), Serguei Fofanoff (Jet Star), Luciano Miranda Drubi (Xilena), Marcelo Tozi (Schincariol Lula-lá) e Carlos Eduardo Paro (CDC Baron). O objetivo do grupo é garantir a última vaga para os Jogos Olímpicos de Sydney. Todos os países das Américas, com exceção de Estados Unidos e Canadá, já classificados, estão nessa disputa.
Segundo Oliveira, as chances do Brasil vencer no Pan são grandes. Para ele, Estados Unidos e Canadá têm ligeiro favoritismo, por contar com maior tradição no esporte e melhor apoio financeiro. "Mas em comparação com os outros conjuntos, a nossa equipe pode lutar de igual para igual, até com uma certa vantagem."
Pioneira - Primeira mulher a representar uma equipe brasileira em prova de CCE, Ana Paula diz não ter sentido qualquer problema de adaptação. "Tanto a Confederação quanto os cavaleiros sempre deram muito apoio." Segundo ela, o mesmo acontece dentro da equipe que irá para o Canadá. "Eles sabem que sou naturalmente nervosa e sempre me animam quando algo ruim acontece."
Apoio - O chefe da delegação, coronel João Franco Pontes, aproveitou a apresentação para dar apoio ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, na luta por maior repasse de verbas para o esporte por parte do Governo Federal. "Acho que se a cultura pode ter 10% da arrecadação das loterias
não vejo porque o esporte não pode ter o mesmo tratamento", disse o dirigente.
O dirigente também reclama das dificuldades financeiras do esporte.
"Tinhamos direito a um repasse do dinheiro arrecadado no Joquei Clube pelo Ministério da Agricultura", lembra Pontes. "O Governo Collor cortou o repasse, mas o dinheiro continua a ser arrecadado sem que saibamos para onde está indo."


