Paulo WolfgangCarro fora da pista e resgate imediato, domingo, em LondrinaA organização do Chevrolet Challenge - evento que teve no domingo a sexta etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Chevrolet - contou em Londrina novos equipamentos de resgate. A equipe que agora é responsável pelo socorro dos jovens pilotos da categoria é a mesma que atualmente trabalha em eventos internacionais, como a Fórmula Indy e o Mundial de Motociclismo - ambos realizados em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Ela é coordenada pelo carioca Edson Novaes, que atua nas provas como comissário desportivo da Confederação Brasileira de Automobilismo.
A equipe de Novaes conta com cinco especialistas em salvamento e resgate do Rio Motor Racing. Eles utilizam um Vectra pace car e três picapes S 10 dotadas de máquinas e instrumentos importados e específicos para a tarefa. É o caso dos equipamentos hidráulicos que movimentam poderosas pinças para corte, expansão e compressão das estruturas dos monopostos. ‘‘Isso é muito importante para a liberação e atendimento médico rápidos do piloto. Temos equipamento para cortar um carro ao meio ou simplesmente partir uma peça dentro do monoposto para liberar uma pessoa que eventualmente esteja presa nas ferragens’’, explica Novaes.
Outro instrumento importante é uma serra de diamante acionada por nitrogênio, que tanto pode cortar a carenagem quanto serrar o próprio capacete do piloto em caso de lesão no crânio. ‘‘Assim, evitamos maiores danos na retirada do capacete de uma vítima ferida na cabeça’’, destaca Edson Novaes.
Uma das maiores preocupações em caso de acidente é o risco de incêndio. Para socorrer os pilotos na pista, a equipe de resgaste com Chevrolet Challenge conta com três diferentes tipos de produtos químicos aplicados por extintores - dois deles bastantes especiais. São utilizados dois extintores de seis quilos de pó químico seco, que apagam o fogo por abafamento. Três unidades de extintores, totalizando 70 litros de espuma mecânica, atuam como uma espécie de isoladores de combustível , caso este seja derramado. ‘‘Esta espuma forma um filme aquoso que impede que o combustível entre em contato com o ar, eliminando a chance de incêndio’’, resume Novaes.
Em caso de derramamento de óleo - fato que pode causar outros acidentes - é utilizada argila e poliuretano para absorver e limpar o asfalto. ‘‘É normal que pedaços da carenagem e detritos da área de escape sejam espalhados pela pista’’, explica Novaes. ‘‘Por isso, temos aspiradores e sopradores que retiram rapidamente a sujeira do circuito’’, complementa.

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