Equipe compara apresentação a um 'milagre'
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Janaina Tupan Frare Enviada da Folha a Sydney 
Na noite anterior à apresentação, as meninas da equipe de GRD do Brasil se reuniram para fazer uma oração. Tivemos a plena confiança de que faríamos a nossa parte e que Deus nos ajudaria a conseguir essa classificação. Eu acredito em milagres, disse a londrinense Camila Ferezin.
Segundo a técnica Bárbara Laffranchi, a certeza veio quando abriram a Bíblia. Estava justamente na parte que fala da multiplicação dos pães. Quando todo mundo queria comer e não tinha comida suficiente para todos e Jesus multiplicou os pães. Sabemos que ele vai multiplicar de novo. O meu Deus é poderoso. Só o fato de estarmos aqui já é um milagre.
Milagre que fez a londrinense Dayane Camilo engolir o choro antes de entrar no tablado. Durante o aquecimento, a ginasta bateu uma das maças no dedo e acabou descolando a unha. Sangrou e doeu demais. Ainda está doendo. Mas, quando fui mostrar para a Bárbara (técnica), ela apertou o meu dedo e disse: Dayane, eu tenho certeza que você é mais forte que a sua dor. Engoli o choro na hora e, mesmo sangrando, entrei com as meninas para me apresentar. Tenho certeza que isso também faz parte do milagre, disse Dayane à Folha.
A sétima colocação brasileira foi conseguida com um total de 38.216 pontos, sendo 19.066 pontos no trabalho com fitas e 19.150 no trabalho com massas (foram 19.250, mas como uma das ginastas pisou fora do tablado, a equipe foi penalizada em 100 pontos). O primeiro lugar ficou com a Grécia, com 39.400 pontos, seguida da Rússia, com 39.366, e da Bielorússia, 39.316.
Na GRD, os árbitros devem levar em conta, principalmente, os aspectos técnicos (o grau de dificuldade), artísticos (a beleza plástica) e de execução (melhor nota para quem comete menos erros).
As oito melhores equipes classificadas na fase inicial se enfrentam no próximo sábado, às 5h30min (horário de Brasília), na luta pelas medalhas.
(Colaborou Lance/Sportpress).


