Equipe brasileira vai ao Mundial
A seleção brasileira de futebol de sete para amputados viaja na próxima semana para Manchester, na Inglaterra, onde vai participar do Campeonato Mundial da categoria a partir do dia 3 de agosto. O time foi selecionado na semana passada, em Maringá, pelo técnico Cléber Veríssimo, após a realização do Campeonato Brasileiro de Futebol de Sete, que teve a participação de seis equipes.
Participaram do campeonato em Maringá, realizado no campo de futebol suíço do Centro Comunitário do Bairro Miosótis, dois times de Belo Horizonte, um de Maringá, dois de Niterói e outro de Mato Grosso do Sul. Para os jogos finais, foram classificados o Andef, de Niterói; Cemdef, de Mato Grosso do Sul; Sadef, de Niterói, e AMP, de Belo Horizonte. Os 12 atletas da seleção brasileira pertencem a esses quatro times.
No futebol de sete para amputados, a bola não pode tocar nas muletas; se isso ocorrer, o juiz marca falta; o goleiro não pode sair fora da área; o lateral é batido com o pé; o jogo é apitado sempre por dois juízes. Os atletas se preparam como times profissionais, com treinamentos rigorosos e concentração. A bola não pára e o jogo é bastante rápido.
O vice-presidente da Associação Brasileira do Desporto para Amputados (ABDA), Ademir Cruz de Almeida, disse que logo depois do Mundial de Manchester a modalidade será oficializada junto ao comitê pára-olímpico internacional. O que quer dizer que na Pára-Olimpíada de Sidney, no ano 2.000, haverá um jogo de apresentação de futebol de sete para amputados.
O Brasil já disputou os quatro mundiais da categoria e conseguiu um segundo lugar em 90, na Rússia. Os dois primeiros mundiais foram realizados em Seatle (EUA) e os outros dois na Rússia.
Para Ademir, esta modalidade está contribuindo muito para o deficiente físico brasileiro, colocando-o no mercado de trabalho e nas salas de aula. O futebol está fazendo com que eles tenham vontade de participar cada vez mais das decisões sociais, disse.Marcos NegriniNo futebol de sete para amputados a bola não pode tocar nas muletasMarccio W. Varella





