Nunca em toda sua história, o Brasil esteve em condições tão favoráveis para chegar a disputa do título da mais fascinante competição por equipes do tênis mundial: a Copa Davis. Nesta semana, Guga e Cia (Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Jaime Oncins e Alexandre Simoni) iniciam uma batalha e tanto, diante da Austrália, jogando em Florianópolis de sexta-feira a domingo e, em caso de vitória, passam para as semifinais do Grupo Mundial, quando teriam pela frente Rússia ou Suécia, mais uma vez, com o mando de jogo. Russos e suecos também jogam no fim de semana.
A vantagem de se jogar em casa na Davis é significativa. O Brasil para pegar a Austrália escolheu um local ao nível do mar, Florianópolis, uma superfície de saibro e ainda vai contar com o apoio de mais de dez mil torcedores. Todas estas condições favorecem o time brasileiro, que gosta do jogo lento, enquanto os australianos preferem as quadras mais rápidas, como a grama.
Só que a Austrália promete ser uma pedra do caminho do Brasil na tentativa de chegar pelo segundo ano seguido a fase semifinal do Grupo Mundial. Com Patrick Rafter e Lleyton Hewitt, que já treinaram ontem em Florianópolis, o time australiano ameaça o falado favoritismo do Brasil. Os dois tenistas titulares, tanto de simples como de duplas, possuem indiscutível talento e vêm confiantes com as semifinais do Ericsson Open, o Masters Series de Miami, encerrado domingo.
Apesar da ameaça, Guga está otimista. Depois de treinar mais uma vez debaixo de um sol forte em Florianópolis, não escondeu sua ansiedade e confiança. ‘‘Com a chegada do Rafter e do Hewitt, já começamos a sentir o clima da Davis’’, afirmou o tenista. ‘‘Todos nós da equipe estamos motivados e acho que o Brasil é um pouco favorito.’’ O cuidado de Guga em não exagerar nas expectativas tem bons motivos.
As partidas da Davis são jogadas em melhor de cinco sets. Na sexta-feira o número 1 de um país enfrenta o dois do outro. No sábado, haverá duplas e no domingo, na primeira partida jogam os dois números 1, Guga x Hewitt, e a seguir os números 2. Os ingressos para os 12 mil lugares da quadra na Beira Mar Norte, em Florianópolis, já estão esgostados e as partidas serão transmitidas pela SporTV.
Bolinha – O Brasil vai usar bolinhas da marca Roland Garros no confronto com a Austrália. A escolha faz parte de uma guerra psicológica para intimidar os adversários. Afinal, a equipe brasileira tem o bicampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, um semifinalista de simples, Fernando Meligeni, e outro semifinalista de duplas, Jaime Oncins.

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