Depois de realizar a sua melhor participação em 12 anos no tradicional Rali Granada-Dacar, a equipe BR Lubrax chega amanhã a São Paulo. Pela primeira vez, o Brasil teve participantes nas três categorias do rali: moto, com Juca Bala; carros, com Klever Kolberg - que recebeu convite para integrar a equipe oficial Mitsubishi no ano que vem - e o francês Pascal Larroque; e caminhões, com André Azevedo (estreante na categoria), Leilane Neubarth (primeira sul-americana a participar do Dakar) e o checo Tomas Tomecek.
O balanço dos 17 dias de competição, com 16 etapas por mais de nove mil quilômetros, foi dos mais positivos para os brasileiros. No seu terceiro ano na categoria carros, Klever Kolberg conquistou o segundo lugar na categoria maratona (para carros sem modificação) e foi o 17º na classificação geral. O caminhão Tatra superou as expectativas. Depois de liderar a prova por algumas etapas, o time com André Azevedo, Leilane Neubarth e Tomas Tomecek ficou em terceiro lugar na classificação geral.
Entre os carros a dupla brasileira Arilo Alencar e Alexandre Thomaz desistiu depois de uma quebra na quinta etapa (dia 5 de janeiro). Nas motos, Juca Bala, bicampeão do Rali dos Sertões, mas estreante em competições fora do Brasil, era o brasileiro mais bem classificados nas motos quando sofreu um acidente na nona etapa. Juca atropelou uma vaca em um trecho de asfalto 30 km depois do fim da especial, quando era 28º na classificação geral e 3º na maratona. Com um ferimento profundo no joelho esquerdo, e a KTM 660 destruída, Juca retornou antes ao Brasil.
Maurício Fernandez, o outro brasileiro entre as motos, foi 42º na classificação final do rali. Klever, que chegou à frente de dez Mitsubishi Evolution com seu Mitsubishi Pajero recebeu um prêmio extra. O brasileiro com mais participações no Dakar foi convidado para fazer parte do time oficial da Mitsubishi no rali do ano 2000. ‘‘Fico contente com o reconhecimento, mas preciso levar 50% do custo de US$ 1,6 milhão’’, contou.

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