Equilíbrio marca início da Liga Futsal Feminina
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domingo, 18 de setembro de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O equilíbrio que falta à Liga Nacional de Handebol Masculino está sobrando neste início da recém-criada Liga Futsal Feminina, que teve vários empates e resultados surpreendentes na primeira e na segunda rodada, disputadas neste final de semana. Se no campeonato de handebol as equipes favoritas, como Metodista, Unifil e São Caetano, não dão bobeira e acabam superando todos os times de menor expressão, na Liga Futsal algumas surpresas vêm acontecendo, para o bem da competição.
Ontem pela manhã, por exemplo, a favorita Sabesp/Unip-SP, pentacampeã da Taça Brasil, perdeu para o Nacional Gás/Unifor-CE, em Fortaleza, pelo placar de 3 a 1. Enquanto isso, em Chapecó-SC, o bicampeão brasileiro Chimarrão/Bender/DalPonte-RS parou diante do time da casa, o Popiolski/Kuat, que vem crescendo na modalidade e este ano já se sagrou vice-campeão da Taça Brasil. Os times ficaram no empate em 5 a 5.
Outros dois resultados de ontem que demonstram o equilíbrio deste início de campeonato foram o empate de 3 a 3 entre Cesumar/Maringá e Unesc/Criciúma-SC, na Cidade Canção, e a vitória apertada da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel sobre o Kinderman-SC (atual campeão nacional), por 2 a 1, no Ginásio do Colégio Londrinense, em Londrina.
Na sexta-feira, na rodada de abertura, a Unopar ficou num empate sem gols contra a Unesc/Criciúma, no Ginásio Moringão ninguém ganha pontos com 0 a 0 . Já o Cesumar/Maringá, que entrou na Liga com um time jovem, surpreendeu ao segurar um empate (1 a 1) com o Kindermann. ''Esse equilíbrio é uma amostra de que a competição será de alto nível, que não teremos nenhum jogo fácil e que a maioria das equipes se preparou para a Liga. É bom para o torcedor e para o futsal feminino do Brasil como um todo'', comemorou a técnica da Unopar, Vanda Sanches, ao final do jogo de ontem.
O técnico campeão brasileiro, Edvaldo Erlacher, do Kindermann, disse que o torneio é ''um marco'' no desenvolvimento do futsal no País. ''Será um verdadeiro campeonato, com todas as equipes atuando com inteligência fora de casa e buscando fazer os seus resultados dentro do seu ginásio, pois haverá tempo para recuperação daqueles que começaram perdendo'', analisou Erlacher.
O jogo Buscando recuperar os pontos perdidos na má estréia contra o Criciúma, a Unopar entrou acesa no jogo de ontem, criando várias chances, com a pivô Dayane e as alas Jayne e Naná. O primeiro gol saiu de belo chute de sem-pulo de Jayne, sem defesa para a goleira Jozi. Numa bobeada de marcação, as catarinenses empataram com a pivô Karen, em cobrança de falta ensaiada. Dois minutos depois a Unopar chegou ao segundo gol novamente em jogada de Jayne. Ela recebeu passe de Naná, driblou uma zagueira e foi derrubada dentro da área: pênalti. A fixa Gisa bateu alto, no canto esquerdo e fez 2 a 1.
Com a vitória, a Unopar lidera o grupo B com 3 pontos, seguido de Maringá com 2, e Criciúma e Kindermann, com 1 ponto cada.


