Equilíbrio entre defesa e ataque é o dilema do Trio de Ferro
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba Fortalecer a defesa ou lançar o time ao ataque. O dilema maior do futebol atinge em cheio os treinadores do Trio de Ferro, que aos poucos moldam suas equipes com esquemas táticos variados, utilizados de forma alternada nos jogos dentro e fora de casa.
Caso mais claro desta dupla identidade é o Paraná, que sob o comando de Roberto Cavalo varia sua esquematização tática entre o 4-4-2 e o 3-5-2 (muitas vezes transformado em 3-6-1). Se nos jogos na Vila Capanema a escolha do treinador é pela tradicional linha de quatro defensores, com laterais mais fixos, nas partidas longe de casa o Tricolor arma um verdadeiro ferrolho, com três zagueiros e três volantes. Formação que deve ser confirmada para o duelo com o Ipatinga, no sábado à noite, em Minas Gerais.
Com o trio de zaga titular estabelecido, com Gabriel, Leandro e Luís Henrique Silveira, e com Luiz Henrique Camargo praticamente confirmado ao lado de Adoniran e João Paulo no meio-campo, a única dúvida do treinador era em relação ao único armador que irá a campo no sábado. E se a princípio o escolhido seria Bruninho, a novidade foi no treino de ontem foi o retorno de Rafinha, que se recuperou de lesão e deve garantir um lugar entre os titulares, ao lado de Marcelo Toscano.
A defesa também tem sido o forte do Atlético desde a chegada de Antônio Lopes, mas o Delegado prepara uma equipe bem mais ofensiva para receber o Santo André, no domingo. Com Alex Mineiro no comando de ataque (até porque Patrick está suspenso), o técnico montou seu time com Marcinho e Wesley atuando quase que como pontas, seguindo padrão adotado por muitos clubes europeus. Nei, que na última rodada atuou como terceiro zagueiro, volta a ser lateral, sem tanta liberdade para apoiar o ataque.
Quando cheguei a média da equipe era de quase dois gols sofridos por partida. E agora, em 14 jogos só levamos 11 gols, destaca Lopes, que depois de arrumar a cozinha quer recuperar o poderio ofensivo: são nove jogos nesta reta final e nós temos que ir com tudo. Para isso, o técnico aposta suas fichas na recuperação física e técnica de Alex Mineiro e Marcinho. Mas o diferencial do time é Paulo Baier.
Alvo de muitas especulações sobre seu futuro, o meia afirma que pretende seguir no Furacão. Todo mundo sabe da minha vontade de continuar aqui. Lógico que quando você começa a se destacar surgem algumas coisas, mas já passei para o meu procurador que quero permanecer aqui por um bom tempo, conta.
Também mantendo diversas variações táticas em sua equipe, Ney Franco será obrigado e mexer no Coritiba para enfrentar o Grêmio. Com Jaílton suspenso, o treinador deve escalar Makelele entre os titulares, armando o time no clássico esquema 4-4-2.


