Onze campeões mundiais de 2010 em quadra. Campeões olímpicos, estrelas brasileiras e estrangeiras. Com toda a pompa possível, começa amanhã a edição 2010/2011 daquela que promete ser a mais equilibrada e estrelada Superliga de todos os tempos. Com tantos astros, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) dá largada ao torneio com o modesto objetivo de torná-lo o principal nacional no mundo.
São 15 times, divididos por seis estados: São Bernardo, Campinas, Pinheiros, Santo André, São Caetano, Sesi e Vôlei Futuro, de São Paulo; Blumenau e Florianópolis, de Santa Catarina; Montes Claros, Cruzeiro e Minas, de Minas Gerais; Sogipa, do Rio Grande do Sul; Londrina/Sercomtel, do Paraná; e Volta Redonda, do Rio de Janeiro.
''Esta liga vai fazer inveja a todas as outras. A cada dia, vamos crescer mais, a Superliga será invejada, no bom sentido, e prestigiada'', disse o presidente da CBV, Ary Graça, na festa de lançamento do torneio.
Dos 14 campeões mundiais na Itália, somente Dante, Theo e João Paulo bravo seguem atuando no exterior. Eleito melhor jogador do mundo no Mundial da Itália, Murilo é o principal astro do torneio, ocupando o posto que sempre pertenceu ao londrinense Giba, outra estrela da competição.
Por falar nele, seu time, o Pinheiros/Sky, é um dos mais caros e estrelados do torneio. Obviamente, é favorito ao título. ''A Superliga promete ser a mais disputada e equilibrada de todos os tempos. Fazendo uma análise bem superficial, acho que pelo menos sete equipes entram na competição com chances de chegar à final. Participei na semana passada da festa de lançamento da Superliga, em São Paulo, e senti todos bastante motivados'', apontou o meio-de-rede Rodrigão, do Pinheiros/Sky. ''Nós sabemos que a responsabilidade é grande. Eu, o Giba, o Gustavo e o Marcelinho temos ciência que a cobrança para chegar à decisão será enorme. Estamos preparados para encarar esse desafio''.
Da lista dos favoritos, não dá para deixar de fora o atual tetracampeão Cimed/Florianópolis. O time do levantador Bruninho e do oposto João Paulo Tavares, campeões com a seleção na Itália, defende a hegemonia com um londrinense no elenco, o oposto Rafael Araújo, que foi campeão sul-americano com a seleção brasileira juvenil recentemente.
''O objetivo da Cimed é conquistar o quinto título, sendo o quarto de forma consecutiva. Mas sabemos que, dessa vez, a dificuldade será muito maior. O Vôlei Futuro, o Pinheiros, o Sesi, o Sada Cruzeiro, o Minas e Montes Claros se reforçaram e serão adversários muito difíceis. Quem ganha com isso é o torcedor brasileiro, que pode se orgulhar de contar em seu país com um dos campeonatos nacionais mais fortes do mundo'', reforçou o levantador Bruno Rezende, ressaltando a qualidade da Superliga. ''Depois da conquista do tricampeonato do Mundial pela seleção, é bom saber que o alto nível será mantido na Superliga'', completou.
A Superliga masculina, começará amanhã com duas partidas. No Olympico Club, em Belo Horizonte, o Soya/Blumenau/Martiplus (SC) enfrentará o Volta Redonda (RJ), às 19 horas. No ginásio Tancredo Neves, na cidade mineira de Montes Claros, o BMG/Montes Claros (MG) receberá o Santo André/Spread (SP), às 19h30.

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