Equil¡brio marca in¡cio do Brasileiro
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segunda-feira, 07 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - As duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro podem ser definidas em apenas uma palavra: equilíbrio. Com a nova fórmula de disputa, por pontos corridos, a competitividade marcou presença neste início de competição. Nenhum time conseguiu ganhar as duas partidas realizadas e todos pontuaram.
São oito equipes dividindo a liderança: Paraná, Atlético Mineiro, Cruzeiro, São Caetano, Flamengo, Vitória, Internacional e Ponte Preta, ambas com 4 pontos, e outras oito dividindo a última colocação, entre elas, Paysandu e Corinthians, representantes do País na Copa Libertadores.
A competitividade marca presença. Há muitos resultados definidos apenas nos minutos finais ou já nos acréscimos do juiz. No fim de semana, por exemplo, o Corinthians obteve o empate por 3 a 3 com o Figueirense aos 49 minutos do segundo tempo. Flamengo e São Caetano chegaram à vitória no apagar das luzes. E o fato de jogar em casa também não faz mais a diferença. Foram oito vitórias dos mandantes e cinco dos visitantes, com 11 empates. Goleada? Nenhuma.
Dos favoritos, o atual campeão Santos, o vice Corinthians e o sempre badalado São Paulo, ainda não venceram. Os Meninos da Vila somam dois empates, enquanto os outros rivais já têm derrotas atuando na capital. O Corinthians passou vexame nos 3 a 0 do Atlético Mineiro, no Pacaembu e o São Paulo agravou a crise, ao cair diante do Cruzeiro, 4 a 2 no Morumbi. A dupla mineira é a com futebol mais vistoso.
E o São Caetano mantém a rotina dos últimos anos, a de sempre figurar entre os primeiros. O Vasco, com seu elenco de estrelas além de Marcelinho Carioca, Léo Lima, Marques e Valdir, apresentou Edmundo e tenta trazer Romário derrapou na estréia, mas se recuperou com 6 a 4 sobre o Goiás. Situação semelhante à do Grêmio, que caira diante do Atlético Paranaense. No sábado, 3 a 1 sobre o Guarani.
As surpresas também são grandes. Com dificuldades para montar elenco, apostando na mescla de garotada com alguns atletas experientes, ou em fim de carreira, Paraná, Vitória e Ponte Preta eram considerados fortes candidatos ao rebaixamento. Aparecem entre os ponteiros.
Santos Robinho não vai mais poder usar as chuteiras cor de laranja. Ordem do técnico Emerson Leão. Ontem, o treinador revelou que tem restrição a esse tipo de coisa e seu veto é para o bem do jovem atleta. ''Tenho restrição ao excesso de coisas que estão impondo aos nossos jogadores.'' Em sua opinião, Robinho ainda não está preparado para uma situação dessas. ''Se ele errar dois gols usando chuteira laranja diante de 25 mil pessoas na Vila Belmiro, vão dizer que ele está mascarado, está metido, e o Robinho não está suficientemente maduro para comprar certas brigas.''
Leão não vai permitir que haja interferência em seu trabalho e acha que Robinho pode ir para o banco se insistir nessa história de usar chuteira cor de laranja. ''O contrato dele não diz que ele tem de ser titular e eu não vou prejudicar o rapaz.'' E o treinador concluiu. ''Sou um empregado deles, só que sou um empregado que toma conta.''
Ontem, Leão definiu o time que vai enfrentar amanhã o Paysandu, em Belém. Com a suspensão de Nenê, ele promoverá o retorno de Michel à lateral-direita e de Elano à meia. Com isso, seu time não mudará taticamente a maneira de jogar, já que essa era a formação usada até o jogo contra o Atlético Mineiro.


