Foi patética a chegada da seleção brasileira a Guayaquil, onde o time treina para o jogo de amanhã com o Equador, em Quito, pelas eliminatórias da Copa de 2002. O avião pousou ontem na pista do Aeroporto Simon Bolivar às 4h15 (6h15 de Brasília) e a delegação deixou o local pelo portão dos fundos, cercada por um forte e exagerado esquema de segurança.
Apenas quatro jovens torcedores esperavam a seleção. Eles foram advertidos pelo Grupo Anti-Sequestro da Polícia Especial de Guayaquil de que não deveriam se aproximar do ônibus que conduzia os jogadores. O comboio seguiu despercebido até o Hotel Hilton Colón, onde, mais uma vez, a seleção entrou pelos fundos, para decepção dos funcionários do hotel e de um fã de Rivaldo e Alex, o estudante equatoriano Oscar Chong, de 16 anos.
Na falta do contato com os atletas, Chong teve de se contentar em pedir autógrafos aos jornalistas brasileiros. Todos os 22 jogadores viajaram juntos, embora tenha-se cogitado a possibilidade de alguns dos que atuam na Europa seguirem direto para o Equador.
Ignorada - Não há por Guayaquil nenhuma referência à presença da seleção brasileira, como historicamente acontece em todos os locais por que passa a equipe.
O atraso de Romário no embarque da seleção brasileira para o Equador, no final da noite de domingo, causou constrangimento, irritou a comissão técnica e pôs em xeque a liderança do artilheiro no grupo comandado por Emerson Leão. Na viagem de quase 8 horas do Rio para Guayaquil, com escala em São Paulo, o jogador nem sequer cumprimentou o treinador e manteve-se o tempo todo isolado, num assento ao lado de uma janela do avião fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Quando Leão embarcou, no Aeroporto de Guarulhos, fez questão de apertar as mãos dos atletas que vieram do Rio: Juninho Pernambucano, Edílson e Euller. Passou direto por Romário, que, de olhos fechados, parecia cochilar. Romário apresentou-se no Aeroporto Internacional Tom Jobim às 22h05 horas de domingo, cinco minutos após o horário previsto para a saída do vôo.

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