Áureo Nogueira
De Londrina
O clima no Londrina ontem, na reapresentação dos jogadores, era de tranquilidade. Anormal, apenas o rompimento de um pequeno pedaço do alambrado do Estádio VGD, paralelo às arquibancadas. Os jogadores fizeram apenas um leve trabalho físico e a diretoria manteve vários contatos com a Federação Paranaense de Futebol (FPF) para tratar das consequências da interrupção da partida contra o Coritiba, na noite anterior.
A marcação do pênalti contra o Tubarão – que acabou provocando tumulto e o encerramento da partida antes do final do tempo regulamentar – serviu pelo menos para unir mais o grupo de jogadores do Tubarão.
A avaliação é do técnico Val de Mello. ‘‘Os jogadores estão indignados porque se sentem prejudicados pela arbitragem. Em sete rodadas, essa foi a terceira partida em que árbitros erram contra o Londrina. Mas o episódio demonstrou que todos estão unidos na defesa dos interesses do Londrina’’, disse o treinador à Folha.
Val de Mello destacou que, para a Comissão Técnica e os jogadores, a partida contra o Coxa é passado e suas repercussões ficam a cargo da diretoria. A preocupação de todos é com o próximo adversário, a Portuguesa Londrinense, na segunda-feira à noite. ‘‘Temos que vencer para buscar a classificação’’, diz Val.
O zagueiro Ivanildo, que participou da jogada do pênalti, disse ontem que não fez a falta. ‘‘A televisão mostrou claramente que o jogador do Coritiba se jogou. Obviamente que isso não é possível quando alguém é agarrado por trás’’, disse o ‘capitão’ londrinense, acrescentando que agora os jogadores estão pensando apenas na Lusinha.
Quase 24 horas depois do episódio, o supervisor Sérgio Amílcar Pereira, o Soco, estava tranquilo e disse que, se a arbitragem anotar outro pênalti como aquele, volta a invadir o gramado. ‘‘Da próxima vez, vou me livrar da PM e realmente agredir um safado desses’’, reiterou Soco, referindo-se ao árbitro França Triches.
Célio Guergoletto, coordenador-geral do clube, também demonstrava tranquilidade ontem à tarde e reiterou que o apagão dos refletores do VGD ocorreu por sobrecarga e queima de disjuntores. ‘‘Na noite do jogo eu disse que assumia a responsabilidade por ter dito que o pênalti não seria cobrado, com ou sem luz. Entretanto, jamais disse ou ordenei que os refletores fossem apagados’’, afirmou o dirigente.
Como o Londrina foi punido com a perda do jogo por 1 a 0 e a interdição do Estádio VGD por uma partida, a ser cumprida contra o Atlético, na rodada do dia 22 de abril, Guergoletto já adiantou que vai recorrer contra a perda dos pontos. ‘‘Já haviam transcorrido mais de 70% do jogo e a queda de luz não foi provocada pelo Londrina, e seria restaurada dentro dos prazo regulamentar para esses casos’’, argumenta o dirigente. ‘‘Um laudo técnico vai comprovar isso’’, ele garante.Treinador revela indignação do elenco com erros de arbitragem e afirma que agora só pensa na Portuguesa
Cesar AugustoPORTA DE ENTRADAParte do alambrado do VGD acabou destruído: por ali entraram os torcedores que invadiram o gramado na quartaCesar AugustoRosinei (E) e Marco Antônio (D) no treino de ontem: na reapresentação, ambiente entre os jogadores foi tranquilo

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