Curitiba - O envolvimento de figuras ligadas à política no comando da Federação Paranaense não é novidade. Sete dos 15 presidentes que a entidade teve desde sua fundação, em 1937, exerceram funções políticas antes ou depois de assumirem o comando da FPF.
A lista começa com o primeiro presidente, Roberto Barroso, que foi vereador em Curitiba e secretário estadual da Justiça. Francisco de Paula Soares Neto, presidente entre 1941 e 1944, foi secretário estadual da Fazenda. O mesmo cargo foi ocupado por Felizardo Gomes da Costa (1944 a 1946), também eleito para a Assembléia Constituinte de 1947. Seu sucessor, o Capitão Manoel Aranha (1946 a 1948), era irmão do então ministro Osvaldo Aranha e teria sido enviado ao Paraná por interesses políticos.
O dirigente seguinte, Amâncio Moro (1948 a 1950), foi outro que se elegeu vereador em Curitiba. Depois, vieram quatro presidentes que não exerceram cargos políticos. Em 1975, assumiu Esperidião Ferez, ligado ao antigo MDB, partido pelo qual chegou a pleitear uma vaga no Senado. O sétimo presidente que teve carreira política foi Onaireves Moura (1985 a 2007). Depois de quatro anos à frente da entidade, ele se elegeu deputado federal. Mas em 1993, teve o mandato cassado por denúncias de corrupção.
O historiador Ricardo Pinto dos Santos, da UFRJ, observa que a relação entre futebol e política não se restringe à FPF. ''Essa relação se dá desde os primórdios do futebol brasileiro'', afirma. ''Não há nenhuma pesquisa feita para comprovar se o envolvimento com o esporte é revertido em votos, mas sempre foi muito fácil associar futebol e política no Brasil'', acrescenta. (R.L.)

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