Entre os cariocas, Fluminense é favorito ao bi
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Agência Estado 
São Paulo - Dos quatro grandes cariocas, o Vasco é o que provoca maior preocupação para a disputa do Campeonato Brasileiro. O clube passa por situação financeira crítica e uma crise política ainda maior. O presidente Roberto Dinamite perdeu a base de apoio que o ajudou a derrotar Eurico Miranda. Com poucos recursos para contratar - e mesmo pagar salários - o time que inicia a competição nacional causa calafrios no torcedor.
A única certeza no grupo cruzmaltino está no banco de reservas e não é jogador. O técnico Paulo Autuori tem currículo e estofo para aguentar um rojão como este, mas precisará suar para evitar que o Vasco viva um novo rebaixamento no espaço de cinco anos.
A conquista do Campeonato Carioca foi fundamental para o Botafogo. O time alvinegro iniciou a temporada em forte atrito com sua torcida, que pedia a saída do técnico Oswaldo de Oliveira. A confiança estava em baixa e a instabilidade era grande. Mas o título antecipado do Estadual, com o triunfo nos dois turnos, trouxe a torcida de volta, deu respaldo ao treinador, consolidou a liderança do astro Seedorf e deu uma grande confiança ao grupo.
Depois de bater na trave nos últimos anos, o presidente Maurício Assumpção e os torcedores esperam que o Brasileirão de 2013 seja finalmente o momento em que o clube volte a conquistar um título nacional, o que não ocorre desde 1995.
Poucas dúvidas cercam o Fluminense para o início do Brasileiro. O time deste ano é basicamente o mesmo que levantou o quarto título nacional em 2012, o segundo em três anos. Foram pouquíssimas as mudanças no elenco. Além das chegadas de Rhayner e Fabián Monzón, estão nas Laranjeiras todos os destaques do ano passado. O goleiro Diego Cavalieri, sempre uma segurança, o volante Jean, os meias Thiago Neves e Wagner, e Rafael Sóbis, Wellington Nem e Fred no ataque. Com a experiência e a confiança de um grupo que já chegou lá por duas vezes, o Fluminense inicia a disputa como um dos três principais favoritos.
A nova diretoria do Flamengo, comandada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, tenta implantar uma gestão profissional, que recupere o valor e a credibilidade da marca do clube. Corte de altos salários, contratações de ocasião. Esforço louvável, mas que tem seus custos em campo, como se viu com a eliminação no Campeonato Carioca e atuações irregulares na Copa do Brasil. Até o momento, a torcida tem dado apoio ao presidente e seu grupo. Mas agora vem o maior desafio do ano, no qual uma campanha ruim pode provocar os primeiros protestos.
O técnico Jorginho tem à disposição um grupo heterogêneo, com alguns veteranos experimentados em competições difíceis e outros tantos garotos que não passaram por um teste desse tamanho. Sendo este um ano de reconstrução e reestruturação do clube, o Flamengo tem que se dar por satisfeito com uma campanha que o mantenha na metade superior da tabela. (A.E.)


