São Paulo, 07 (AE) - Os três pilotos brasileiros da Fórmula 1 não gostaram da nova entrada de box de Interlagos, mas, depois de vê-la, a preocupação com a segurança tornou-se menor. "É menos crítica do que eu pensava", disse Pedro Paulo Diniz, da Sauber. Rubens Barrichello, da Stewart, sugeriu que os pilotos possam passar sobre a faixa amarela pintada na pista para separar a nova entrada. "Ela está na trajetória normal dos carros." Já Ricardo Zonta defendeu que o controle de velocidade nos boxes, de 80 km/h, seja levado cem metros adiante.
A notícia principal da 28.ª edição do GP do Brasil até agora foi a reação dos pilotos às mudanças da pista, ou seja, às novas entrada e saída de box. Sexta-feira, não mais às 17 horas, mas às 10 horas, antes, portanto, da primeira sessão de treinos livres, os pilotos vão-se reunir com o diretor de corrida, o inglês Charlie Whiting, para definir a série de regras que regerão o comportamento dos pilotos na hora de entrar nos boxes. "É preciso deixar bem claro o que nos será permitido fazer, em especial com relação à linha amarela", disse Barrichello.
Essa linha foi pintada no asfalto para separar do lado esquerdo da pista os pilotos que irão para os boxes. Ocorre que a trajetória normal dos carros que permanecem no circuito passa naquele trecho sobre parte dessa faixa; e nesse momento os monopostos de Fórmula 1 já estão em sexta marcha, a cerca de 280 km/h. "Fazer aquela leve curva da reta dos Boxes por fora da faixa amarela será impossível", diz Zonta.
Já Diniz lembrou que, se a direção de corrida autorizar os pilotos a passar por cima da faixa, então a sua existência não fará sentido. "Não entendi por que há, para os carros que irão para os boxes, uma faixa com quatro metros de largura." Segundo ele, deveria ser mais estreita para sobrar mais espaço para os pilotos que não vão entrar no box. Toda esta polêmica revela que Whiting não ouviu os pilotos na hora de desenhar a nova entrada de box.

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