Outro ponto enfocado pelas bolonistas para a falta de renovação na modalidade são os clubes. ''Se antes para formarmos uma seleção muita gente boa ficava de fora, hoje vamos com o que temos. Não existe mais formação de atletas, pois se o clube tem uma pista, apenas os sócios podem usá-las. De certa forma o bolão é um jogo de elite. Aí fica difícil'', diz Nicinha.
''Faltam jogadoras em Londrina. Só temos um local para jogar. Se tivéssemos outros locais, muita gente poderia conhecer e praticar'', complementa Cleide Weffort, que começou a jogar aos 11 anos e não parou mais.
Para conseguir um apoio dos órgãos públicos, foi fundada em novembro de 2009 a ABOLL (Associação das Bolonistas de Londrina), que tem Nicinha como presidente, e Cleide Weffort como vice e treinadora. ''Vamos pleitear junto à Fundação de Esportes uma verba para a modalidade, pois temos despesas como viagem, campeonatos regionais, paranaense e Jogos Abertos'', adianta Nicinha.
Ela, por sinal, teve que fazer faculdade de educação física para ficar à frente do bolão. ''Como não tinha o diploma, não podia dirigir uma equipe em competições oficiais'', diz. Então, em 1993, aos 56 anos, ela resolveu estudar e se formou quatro anos depois. ''Não podia perder o cargo de técnica, pois o bolão iria acabar. Estudei, me formei e estamos aí na luta. Mesmo tendo parado de jogar em 95, continuo, pois o bolão é um patrimônio de Londrina e a cidade deveria manter esta história'', conclui. (A.M.)

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