Ênio Vecchi quer só um estrangeiro
Pela segunda vez, o treinador do Grêmio Londrinense, Ênio Vecchi, integrou a comissão técnica da seleção brasileira que encerrou domingo a participação no Campeonato Mundial de Basquete Masculino. Em Toronto, em 94, a equipe brasileira terminou em 11º lugar. Este ano, na Grécia, ficou em 10º lugar.
Já em Londrina, onde a partir da próxima segunda-feira vai reiniciar os treinamentos no Grêmio, Ênio disse que o basquete brasileiro deve dar sequência ao trabalho de mudanças que vem realizando, visando a presença nos Jogos Olímpicos da Austrália. Será uma tarefa difícil, pois terá que disputar o Pré-Olímpico de junho de 99, no México, quando estarão em disputa duas vagas para as Américas, sendo que uma praticamente está com o dream team dos Estados Unidos, conta. A Argentina, que ficou em oitavo lugar no último Mundial será o principal adversário brasileiro. Ênio disse que a Argentina atualmente tem seis jogadores no basquete europeu. A ausência de intercâmbio foi destacada por ele pela falta de uma melhor colocação brasileira no Mundial. Ênio disse que o basquete brasileiro sempre esteve na dependência de grandes jogadores como Oscar, Marcel, Carioquinha, entre outros, em detrimento do total de uma equipe. Para que esse panorama mude, Ênio frisa que precisa haver uma mudança de comportamento, com maior apoio por parte do governo, com incentivo das categorias de baixo. Ênio mostrou-se favorável a mudanças para a próxima Liga Nacional, com a liberação de apenas um estrangeiro por equipe e a necessidade de um jogador até 22 anos por time, disse. O trabalho de observação de novos valores deverá ser a tônica dos integrantes da comissão técnica, que estarão acompanhando as competições juvenis para observarem alguns futuros craques. Ênio disse que o trabalho com juvenis é difícil e atualmente, em São Paulo, apenas oito times continuam com este trabalho. Ele frisou que o Grêmio está investindo neste setor, contando com a ajuda do Centro de Excelência, que já funciona em Londrina, finaliza.Josoé de CarvalhoÊnio Vecchi fala que o basquete brasileiro precisa de mudançasDa Redação





