Ênio Vecchi aposta em pódio para o basquete
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sexta-feira, 01 de agosto de 2003
Claudio Yuge<br> Reportagem Local 
O basquete brasileiro começa hoje a disputa pelo bicampeonato do Pan e a equipe, que passa por um período de renovação, não vai contar com os destaques Nenê e Leandrinho, que têm compromissos com a NBA o badalado campeonato norte-americano de basquete , e Luiz Fernando, machucado.
Para o ex-treinador da seleção brasileira e atual técnico do Londrina/Aguativa, Ênio Vecchi, o Brasil tem grandes chances de conseguir um lugar no pódio. ''Temos uma equipe forte e o título do Sul-Americano (conquistado recentemente) vai dar moral para a equipe que, mesmo sem três atletas importantes, pode conseguir uma das três posições.''
Em Winnipeg, em 99, o Brasil ficou com o ouro mas não havia se classificado para as Olimpíadas. Desta vez, Vecchi diz que um bom resultado no Pan pode ajudar o Brasil a garantir uma das três vagas para Atenas. ''Da outra vez o Pan foi depois do pré-olímpico. Desta vez, acho que o fato de ser antes pode ajudar na preparação para garantir vaga nas Olimpíadas, que é mais importante'', afirmou o treinador.
O supervisor do Londrina no Nacional, José Henrique Saviani, concorda. ''O Pan dá prestígio mas a importância dele é que vai servir de laboratório para o Brasil se preparar para as Olimpíadas. O mais importante é tentar o Pan mas estar preparado para o Pré-Olímpico.'' Diferente do que acontece agora no Pan, Estados Unidos e Argentina contarão no Pré-Olímpico com suas equipes principais, com as estrelas da NBA.
Saviani, que ainda discute com a diretoria do Londrina sua permanência na comissão técnica, também fez uma comparação com a equipe atual e a do ouro em Winnipeg. ''Mesmo com o título tivemos naquela uma geração sem brilho. Não se classificou para as Olimpíadas e não cativou o público. Mas o trabalho do Lula Ferreira (atual técnico da seleção) é muito bom. Temos atletas experientes como Renato e Alex e outros promissores, como o jovem Marcelinho'', completou Saviani.
O Brasil enfrenta na estréia o Canadá e terá também outros fortes adversários. ''Além dos Estados Unidos, a Republica Dominicana, Porto Rico e Argentina devem ser os adversários mais fortes'', avaliou Saviani.


