Movidos por um sonho de criança e pela possibilidade de obter lucros com a negociação de jogadores para grandes clubes do Brasil e exterior, dois empresários da construção civil decidiram criar um clube de futebol em Jacarezinho. Os engenheiros e irmãos Adílson Batista Prado, 38 anos, e Avanílton Batista Prado, 40, fundaram em junho deste ano a Associação Desportiva Atlética do Paraná (Adap) para dar asas aos seus sonhos e também fazer Jacarezinho reviver seus bons tempos no futebol paranaense.
Os mais velhos, com certeza, ainda lembram os feitos da Esportiva que por três vezes chegou ao vice-campeonato estadual nos anos de 1941, 1951 e 1954, perdendo as finais para o poderoso Coritiba. A Adap chega para preencher uma lacuna no futebol local. A última tentativa de levar a cidade do Norte Pioneiro a ter futebol profissional ocorreu em 1993, na segunda divisão paranaense. A idéia não vingou.
A ''semente'' da Adap foi a Associação Portuguesinha Jacarezinho, time defendido pelos irmãos Prado na década de 1970. ''Somos amantes do futebol. Jogamos lá até o infanto-juvenil. Só interrompemos esse processo porque saímos para estudar fora da cidade'', lembra Adílson.
Depois de concluírem os estudos - Adílson formou-se em engenharia civil na Universidade de Ponta Grossa e Avanílton em Passos-MG -, ambos voltaram a Jacarezinho e esse ano resolveram pôr em prática o velho sonho de mexer com futebol.
Criada dentro das normas do futebol-empresa da Lei Pelé, a Adap conta com 83 jogadores de várias partes do País, distribuídos entre juvenis, juniores e profissionais. Todos recebem ajuda de custo gradual de acordo com a categoria. ''Trabalhamos dentro de um esquema profissional'', afirma Adílson Prado, comemorando a classificação do time júnior à segunda fase do estadual.
O bom desempenho dos juniores já rendeu um convite da Federação Paranaense de Futebol (FPF) para a Adap disputar a Série A-2 (terceira divisão) do Paraná em 2002.
Adílson rejeita a idéia que a Adap esteja ocupando o terreno deixado pelo Matsubara, de Cambará, que sequer participa do Paranaense de Juniores. ''Eles podem até encarar assim, mas nosso objetivo nunca foi concorrer com o Matsubara. Queremos fazer um trabalho sério e de qualidade e ser reconhecidos como clube revelador.''
Satisfeitos com os primeiros resultados, os irmãos Prado tratam agora de buscar reforço de caixa para viabilizar a Adap. Com um custo estimado em R$ 16 mil mensais somente com a categoria júnior, os empresários procuram parceiros no exterior (um clube que banque US$ 300 mil/ano em troca de dois jogadores de destaque) e negociam cotas na região (R$ 200,00 mensais em troca de uma participação nos lucros da empresa) para recuperar os R$ 80 mil investidos.
Quem quiser obter mais informações sobre a Adap pode acessar o site do time na internet:www.adap.com.br.

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