Engenheiro divide com pilotos disputa milionária
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segunda-feira, 13 de abril de 1998
Livio Oricchio Agência Estado 
No início de 80, um jovem engenheiro aeronáutico inglês de apenas 22 anos bateu à porta na equipe Fittipaldi de F-1 procurando emprego. O diretor técnico do time brasileiro, o também britânico Harvey Postletwaite, o contratou depois de sentir o entusiasmo do recém-formado. Passados 18 anos da sua apresentação na Fittipaldi, o engenheiro Adrian Newey divide com os maiores pilotos da competição a disputa milionária pelo seu trabalho. O modelo MP 4/13 da McLaren é sua última criação e, como a maioria dos que assinou, vencedor.
Optei pela engenharia aeronáutica porque os carros de F-1 estão muito mais próximos dos aviões que dos veículos de série, disse o projetista da McLaren, em Buenos Aires. Demonstrando muita preocupação com a vitória da Ferrari, domingo, ele contou esperar já um fim de semana diferente do vivido na Austrália e no Brasil, onde Mika Hakkinen e David Coulthard, a dupla da McLaren, dominaram tudo. Digo mais, não acho que em Ímola (dia 26) nós vamos nos impor como em Melbourne e São Paulo.
Comenta-se na F-1 que ele ganha cerca de US$ 2,4 milhões por temporada. Newey não confirma, nem desmente as cifras. Não poder começar meus estudos na McLaren, fez com que o projeto MP 4/13 se iniciasse apenas em agosto. Pouca gente acredita nessa história. Ele faz uma declaração surpreendente: tive de deixar de lado alguns conceitos arrojados e adotar quase só soluções conservadoras. Na sua concepção, por falta de tempo para desenvolvê-los melhor. A maior das características de seus carros é a sua eficiência aerodinâmica, desde os tempos em que passou a assinar um projeto inteiro, na equipe March, em 88. Dos tempos da Fittipaldi, Newey recorda alguns ensinamentos: conter um pouco o idealismo: havia duas fórmulas um, a que eu sonhava na universidade e a real.


