O Engenheiro Beltrão pode abandonar o Campeonato Paranaense. A ameaça partiu do presidente do clube, o empresário Luiz Heitor Linhares, revoltado com as atuações da arbitragem, que, segundo ele, está disposta a rebaixar o caçula.
A decisão do clube deve sair amanhã, após uma reunião entre o dirigente e o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, na sede da entidade. ''Preciso saber dele como fica o prejuízo: vamos cair por culpa da arbitragem. Os juízes e bandeiras mudam o resultados de uns e favorecem outros'', esbravejou Linhares.
Segundo o cartola, os beneficiados estão sendo alguns clubes da capital e o União Bandeirante, concorrente direto de seu clube contra o rebaixamento no grupo A. Ele citou o exemplo do jogo de sábado entre Paraná Clube e Rio Branco, quando o árbitro Marcos Tadeu da Silva Mafra apitou um pênalti em favor do Paraná Clube, que deu sequência à jogada e fez o gol da vitória, validado por Mafra. ''Ele apitou e todo o time do Rio Branco parou, depois deu vantagem. É o mesmo Mafra que me prejudicou na final da Série Prata, em 2004, deu aquele gol impedido contra o Londrina e muito mais'', disse Linhares, se referindo ao jogo do Tubarão contra o Francisco Beltrão, clube cujo presidente da comissão de arbitragem, Valdir de Souza, já foi dirigente e o filho dele, Marcelo Régis, é jogador.
No encontro com Moura, o principal assunto da pauta será o rebaixamento. O cartola quer que o campeonato deste ano não tenha descenso. Ele negou que o pedido seja uma forma de evitar que seu clube caía para a Série Prata. ''Nós não vamos ser rebaixados pelos juízes. Se tivermos que cair, será na bola. Aí tudo bem'', desabafou. ''O Império do Futebol também teve um prejuízo nítido, contra o Atlético''.
Revoltado, Linhares ameaçou também, como última alternativa, procurar a Justiça comum. ''Investimos um monte de dinheiro, pagamos em dia e estamos sendo prejudicados. Não dá, não'', afirmou o dirigente. O Engenheiro Beltrão é o lanterna do grupo A com apenas nove pontos.

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