Engenhão é exemplo de promessa vazia
Rio - Projetos de inclusão social, investimentos em transporte, saúde e meio ambiente e ocupação permanente das instalações esportivas - quase tudo isso ficou na promessa. O Pan-Americano deu muitas medalhas ao País e a médio prazo os resultados se mostram controversos.
Exemplo clássico de acordo não cumprido se deu no Engenhão. O então prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, o tutor da obra que consumiu R$ 380 milhões, sempre apregoou que a moderna pista de atletismo do estádio estaria, após o Pan-Americano, à disposição das comunidades carentes do bairro do Engenho de Dentro e adjacências, na zona norte. Isso jamais ocorreu.
Mas não foram apenas os jovens vizinhos do Engenhão que ficaram privados de utilizar o espaço. Desde o Para-Pan, os Jogos para atletas com alguma deficiência física, a pista de atletismo local não recebeu nenhuma competição sequer e a situação piorou quando o Engenhão foi entregue ao Botafogo em regime de concessão. Para se esquivar de constrangimentos, o clube chegou a se desfiliar da Federação Carioca de Atletismo e se eximiu de responsabilidades.
Só mais recentemente, o clube de General Severiano cedeu à pressão e resolveu abrir a pista para o Troféu Brasil de Atletismo, que será realizado em junho.
No Parque Aquático Maria Lenk, o problema é semelhante. A promessa é que o local seria destinado a revelar novos talentos para a natação brasileira. Sob a administração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde março de 2008, abrigou apenas uma ou outra competição e não criou nenhuma escolinha.
O Velódromo também sofre com o ostracismo a que foi relegado. Já a Arena Multiuso tenta fazer jus ao nome com a realização de vários shows no ginásio administrado por empresa privada. Atividade esportiva ali, porém, não existe mais desde o Mundial de Judô, em setembro de 2007. (S.B./A.E.)





