Enfim, argh, a CBF deu uma dentro
Qualquer jornalista sóbrio, meu caso na maior parte do tempo com exceção de alguns momentos de licença poética quando falta jaca para eu enfiar o pé redondo não concorda com as atitudes dos dirigentes da CBF. Se os cartolas comandados por Ricardo Teixeira falaram, somos contra. Atirar primeiro e perguntar depois, isso se der para ouvir o último suspiro do futuro cadáver, é claro.
Mas desta vez sou obrigado a atirar depois e perguntar primeiro. A entidade não confundir com as entidades sobrenaturais de filmes de terror, apesar de que para muita gente é isso mesmo acabou com os campeonatos regionais (Copa Sul-Minas, Rio São Paulo, etc) e promete fortalecer os campeonatos estaduais.
É uma boa notícia para alguns milhares de jogadores, treinadores, roupeiros, benzedeiras, pais-de-santo que ficam meses e meses sem emprego devido aos times regionais não terem calendário para atuar.
Não é pouca gente. O futebol é um dos maiores empregadores do País. Uma verdadeira multidão trabalha para que 22 jogadores entrem em campo. As principais equipes do Paraná, por exemplo, além das equipes profissionais, têm equipes de base que empregam de massagistas, roupeiros e lavadeiras a médicos e psicólogos. A maioria dessas pessoas vive exclusivamente do futebol.
Além da questão prática e necessária que é o emprego, o futebol estadual fortalecido faz voltar as velhas rivalidades. Londrina x Grêmio Maringá; Cascavel x Foz do Iguaçu; Coritiba x Atlético. Torcedor que foi ao Willie Davids e presenciou uma vitória do Tubarão sobre o Galo, guarda a lembrança como um troféu na memória. O inverso também é verdadeiro.
As copas regionais só servem para agradar alguns diretores de clubes por causa da cota que a TV paga. Cota alta, por sinal. Mas para o torcedor nada significa. Ganhar ou perder uma Sul-Minas, não faz qualquer diferença no currículo dos times ou jogadores.
Chega a dar dor no estômago, mas gostei da decisão da CBF.
- O Londrina entra em campo hoje para enfrentar o São Raimundo. Uma das orientações básicas do treinador no momento da preleção deveria ser: ''por favor, chutem a bola no gol do adversário''. É que, a não ser que ocorra um desastre, sozinha a redonda não rola para o fundo da rede. Por isso é preciso insistir e muito.
- Outra coisa importante de explicar aos atletas é que jogada de bola parada é só figura de linguagem. Se a bola continuar parada, não acontece nada. É preciso que os jogadores a chutem, com carinho se não ela se rebela, para o gol adversário. É aquela jogada parada mas cheia de movimento, deu para entender?





