ENCONTRA-SE DE TUDO NA AVENIDA EM FRENTE AO ESTÁDIO DO CAFÉ
Lúcio Horta
De Londrina
Se dentro do Estádio do Café o torcedor tem que se contentar com apenas uma marca de cerveja, do lado de fora as opções são as mais variadas. É possível encontrar praticamente todas as marcas, da mais confiável até aquela que é impossível de esquecer no outro dia. A temperatura também varia: geladíssima, gelada, fria, morna e só batizada no gelo.
Mas não é apenas com a variedade de cervejas que o torcedor dá de cara quando chega ao Estádio do Café, pela Avenida Henrique Mansano. Ali, um verdadeiro mercadão foi formado para vender todo tipo de quinquilharia. O kit torcedor incluiu de tudo: do líquido sagrado (cerveja, água, refrigerante, suco, água de coco) até os mais variados salgadinhos, lanches, camisas, almofadas, cornetas, bandeiras, fitas e muito mais.
Apesar das festa de variedades com visual verde-amarelo, a maioria dos que investiram para o comércio no Pré-Olímpico não está satisfeita. A grita impera e o prejuízo é praticamente certo. Para piorar, ontem, logo no começo do jogo entre Chile e Colômbia, uma chuva caiu e o sonho de se fazer um bom negócio foi por água abaixo. Muitos ambulantes reclamaram também da impossibilidade de trabalhar nas entradas laterais do estádio, caminho certo de muitos torcedores. Ontem os fiscais da Comurb faziam marcação cerrada e chegaram a expulsar um carrinho de sorvete.
A Kombi amarela da cor da camisa da Seleção não ajudou nas vendas de Vera Sueli Martins dos Santos, 33 anos. Ela está oferecendo caldo de cana, mas o movimento está muito fraco. Hoje só vendi três caldos. E se a gente for vender lá na frente a Comurb não deixa. Então, decepcionou muito.
Na barraca de dona Maria Inês Vieira, 49 anos, que vende refrigerantes e salgadinhos, a reclamação é a mesma. Muito fraco. Só com a madeira para levantar a armação gastamos R$ 150,00 e não valeu a pena. Vamos ter prejuízo, afirmou. O vendedor de coco Everaldo de Almeida, 42 anos, também não economizou lamentos. Tá péssimo. Hoje só vendi três. Esperava bem mais.
No meio de tanta reclamações, alguns poucos estavam contentes. Tereza Lucinger, 41, e Solange dos Santos, 19, se disseram satisfeitas com a venda de almofadas, chapéus e bandeiras. Está vendendo bem e acho que vamos ter lucro. É que está barato e só tem duas barracas comercializando este tipo de material, afirmou Tereza.
Vendedor curioso encontrado na porta do estádio foi Renato Jorge Silva Barros, 36 anos. Ele estava comercializando fotos dos jogadores da Seleção Brasileira feitas nos treinos, coletivas e até no último amistoso de Maringá. Sem querer falar muito, disse que foi um misterioso amigo quem fez as fotos para que ele vendesse a R$ 1,00 cada uma. Sempre faço isso. Sou do Rio (de Janeiro) e já estive na França, na Copa América... Estou juntando dinheiro para ir às Olimpíadas.





