Empresas públicas patrocinam maioria das equipes
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sábado, 18 de março de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Quando alguma equipe de Londrina está em dificuldade ou quando pensa em se inscrever em competição nacional, logo se ouve dos responsáveis que estão esperando ''por uma resposta de patrocínio da Sercomtel''. A operadora de telefonia local e isso de forma alguma é propaganda é a principal patrocinadora das modalidades esportivas locais. Entre os anos de 1998 e 2002 a empresa bancou o time de basquete masculino comandado por Ênio Vecchi, que trouxe muitas alegrias ao torcedor londrinense.
Na sequência, foi o Londrina Esporte Clube que passou a contar com o apoio da empresa e o patrocínio na camisa existe até hoje. Depois vieram os patrocínios à equipe local de atletismo e a realização da Copa Sercomtel de Atletismo, destinada à descoberta de talentos entre alunos de escolas públicas. E daí se sucederam inúmeras equipes, como a de handebol da Unifil, campeã da Liga Nacional de 2005, a de futsal feminino da Unopar, e alguns patrocínios individuais para atletas de motocross, taekwondo e canoagem e ainda para eventos específicos.
Para o presidente da empresa municipal (a prefeitura ainda é dona de mais de 50% das ações da companhia), João Rezende, este tipo de investimento gera grande retorno institucional. ''O principal, a meu ver, é o projeto Atletismo 43, que tem um grande retorno social e de marca para a Sercomtel''. O programa é desenvolvido em parceria com a Fundação de Esportes (FEL), Caixa Econômica Federal, Consórcio União e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Já no caso do patrocínio às equipes profissionais, como a do LEC, o maior ganho, segundo ele, ''é com a divulgação da empresa na mídia para o público regional''. ''Como a Sercomtel é daqui, é importante marcar que ela está ao lado das equipes de Londrina'', disse Rezende.
Segundo o diretor de marketing da Sercomtel, Francisco Moreno, o investimento no esporte faz parte de uma política bem definida. ''Patrocinamos projetos esportivos que tenham alcance social ou que nos dêem retorno mercadológico e de mídia'', explicou.
Quando são projetos de caráter social, como é o caso do atletismo, A Sercomtel entra porque as equipes têm maiores dificuldades de angariar patrocínios privados. ''A maior parte do pessoal do atletismo é gente carente que não teria condições de treinar e de pagar o deslocamento até a pista se não fosse o apoio das empresas. Meu pensamento é que para esses esportes populares, as estatais têm o papel de garantir o patrocínio como forma de retorno à sociedade de parte da receita que têm como tarifas e serviços'', disse Moreno.
Já entre as modalidades que geram receita, o futebol é o que dá o maior retorno de mídia, segundo o diretor de marketing da Sercomtel. ''Gastamos R$ 600 mil por ano com patrocínio ao Londrina, primeiro por causa da exposição da equipe na mídia e também por ser o time da cidade. Precisamos apoiá-lo, independente se está em boa ou má-fase'', justificou.
Moreno diz que a companhia procura investir em todas as equipes locais porque sua atuação é regional. ''Mais difícil é a situação das grandes empresas, que enfrentam um mercado muito disputado e por isso precisam anunciar em rede nacional. Você pode ver que todos os grandes eventos esportivos e algumas equipes são patrocinadas por telefônicas, como Vivo, Oi, Tim, Claro e Brasil Telecom'', observou.


