Empresários viram poliglotas para garantir as negociações
Para conseguir emplacar no mercado futebolístico internacional, os empresários precisam se preparar. Muitos se tornaram poliglotas para poderem se dar bem na atividade. ''Nestes seis anos aprendi muita coisa. Hoje falo um bom inglês, espanhol e alemão e ainda entendo o árabe'', contou o presidente da Portuguesa Londrinense, Hélio Camargo, que, pelo clube, negociou mais de 20 jogadores nos últimos dois anos. Ele mantém um escritório no Rio de Janeiro, um no Japão e outro na Guatemala, de onde faz as negociações com a América Central. ''É um mercado bastante emergente'', elogiou.
O intercâmbio também é importante. ''Nos próximos meses devo ir para Marrocos, Eslováquia e Moldávia. Também recebemos convites para disputar um torneio júnior na Berllinzona (sul da Suíça) e algumas equipes grandes de El Salvador, Honduras e Japão farão jogos em Londrina'', comentou.
Mas os empresários do setor, no entanto, garantem não terem muito lucro com as negociações. Segundo o vice-presidente de futebol do Londrina e procurador de jogadores, Persius Sampaio, muitas vezes o ganho não cobre os custos que tiveram com os atletas. ''É arriscado. Muitas vezes investimos e não ganhamos nada, ou ganhamos pouco. Mas também podemos acertar e fazer um ótimo negócio'', contou Sampaio, que há quatro anos trabalha na área. ''É rentável a médio prazo. O importante é ter um jogador nesses paízes para você poder fazer um grande negócio'', acrescentou Camargo.
O lucro tão procurado só vem no exterior. Os clubes brasileiros servem apenas de vitrine para os procuradores, que chegam até a pagar o salário do atleta para deixá-lo em evidência. ''No Brasil você empresta um jogador sem cobrar nada do clube para ver se ele progride e depois o mandamos para fora'', admitiu o empresário Aldivino Generoso. ''Essa é a realidade pela crise que o País enfrenta'', emendou Sampaio.(T.M.)





