O Londrina deverá ser administrado a partir do próximo ano por uma empresa de sociedade anônima (S/A). A proposta da formação de uma S/A foi escolhida anteontem à noite por uma comissão de Conselheiros do Londrina que vem debatendo soluções para o futuro da equipe. A Alviceleste S/A, nome sugerido para a empresa, será criada para dar suporte financeiro ao Londrina e deverá ser implantada dentro de 4 a 5 meses. A S/A seria a responsável por todo o departamento de futebol do Londrina. O projeto de criação da Alviceleste S/A será levado para aprovação ou não dos conselheiros do clube no próximo dia 22.
O espelho de criação da S/A foi feito pelo secretário da Fazenda de Londrina, Francisco Simões. A empresa terá um capital de R$ 4 milhões. Cada ação deverá custar R$ 10,00. Faltam definir ainda alguns itens como a formação da diretoria da S/A.
‘‘Na terça-feira, vamos estudar os itens do contrato que vão consolidar a união da S/A com o Londrina.’’, explicou Augusto Reis, presidente da Comissão dos Conselheiros. Reis informou ainda que as mais de 10 propostas analisadas pela Comissão terão alguns de seus itens incorporados na futura S/A.
O presidente em exercício do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, vê o projeto como uma saída para solucionar a crise financeira que ronda o clube. Ele acredita que a empresa paralela ficará isenta de qualquer ação trabalhista e de penhoras e poderá reestruturar o Londrina. Além de dar uma sustentação financeira ao Londrina, a S/A tem como objetivo ir liquidando aos poucos as dívidas trabalhistas – estimadas em cerca de R$ 1,2 milhão.
A Alviceleste só deverá estar implantada em cinco meses e deverá investir no Londrina apenas no Campeonato Brasileiro da Série B. Até lá, o clube deverá buscar apoio financeiro junto aos empresários da cidade para montar o time para o Paranaense de 2001.

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