Empresários e diretores devem apoiar projeto
Principais envolvidos na negociação dos atletas para o exterior, empresários de atletas e diretores de clubes tendem a apoiar o projeto da CBF de adotar no País o calendário europeu, que vai de agosto até o início de junho. A principal justificativa é a possibilidade de garantir um melhor planejamento de elenco para a temporada. A janela de transferência de dezembro, garantem eles, representa menos perigo para a estruturação das equipes.
''Somos favoráveis. Os clubes estão muito expostos no meio do ano'', afirma o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo. ''Seria importante para garantir a beleza dos campeonatos, conseguir melhores negócios e recompor o elenco com mais qualidade.''
De acordo com Cipullo, o assédio europeu é muito menor em dezembro do que entre os meses de junho e agosto, quando entram em recesso. ''É uma janela muito menor (no fim do ano), serve apenas para repor algumas vagas em elencos já formados'', explicou.
A questão do enfraquecimento dos campeonatos estaduais pela falta de datas, segundo ele, é contornável. ''Com apenas 20 clubes na Série A dá para manter. Podemos encurtar o Brasileiro, por exemplo'', diz Cipullo.
Gilmar Rinaldi, empresário de atletas como o atacante Adriano, também vê vantagem. ''Acho que melhora. Todo ano é o mesmo problema. Os clubes brasileiros não conseguem fazer uma programação para o ano inteiro'', admite.
Para Gilmar Rinaldi, o calendário nacional é melhor, mas o futebol do País é que deve adaptar-se ao europeu. ''Dessa forma todo mundo tem férias ao mesmo tempo. Além disso, os jogadores também não querem deixar seus times na mão quando deixam o País.''
O meia Diego Souza, do Palmeiras, um dos mais cobiçados pelos europeus na atualidade, concorda. ''Seria o mais justo (adequar os calendários). De repente, um time perde dois jogadores durante o campeonato e se prejudica bastante'', afirma o jogador. (A.E.)





