Empresários dificultam negociação de Ricardo
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O Grêmio aumentou ontem o valor do salário oferecido ao atacante Ricardo, do Londrina, para que ele se transfira para o Olímpico. Ao invés de R$ 10 mil, o Tricolor gaúcho teria proposta um salário de R$ 15 mil mensal para o período em que o jogador permanecesse no banco de reservas. Se ele se tornasse titular, teria um aumento de 100%. O contrato oferecido é de três anos.
Porém, nenhum dos esforços feitos comoveram os empresários que cuidam da carreira do jogador, que insistem em não aceitar as propostas que chegam através do Londrina.
Mesmo com contrato em vigência até o fim de maio de 2010, o próprio Ricardo declarou que não quer mais jogar no Londrina. Porém, a empresa que cuida de sua carreira há dois meses, a Porus Sports, não concordou com as propostas feitas por Coritiba, SM Sports e, agora, Grêmio, que estava disposto a pagar R$ 600 mil por 80% dos direitos do jogador. Londrina e Nacional, o outro sócio do clube no passe de Ricardo, permaneceriam com 10% cada um.
Ontem à tarde, o presidente Peter Silva tentava argumentar com o representante da Porus, Luís Carlos Pereira dos Santos, o Luizão, que era um bom negócio para todas as partes a ida de Ricardo ao Grêmio. Porém, segundo o cartola, foi em vão. ''Eles querem ficar com 25% do Ricardo. Oferecemos 10% (2.5% do Londrina, do NAC, do Grêmio, e do grupo de investidores que financiaria o negócio), mas também não aceitaram'', contou Peter, irritado.
Assim como o Coritiba, o Grêmio deve desistir do negócio hoje, caso o Londrina não consiga dobrar o procuradores.
Se não se transferir para nenhum clube até o fim de dezembro, Ricardo poderá assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe sem a necessidade de pagar a multa rescisória ao Londrina. Precavido, o clube já tentar esticar juridicamente o contrato do atacante de 21 anos, autor de cinco gols no Estadual, sendo três de pênalti. Ricardo ficou parado por quase dez meses no ano passado enquanto se recuperava de uma cirurgia no púbis. Este ano, uma lesão muscular o tirou da ativa por mais de um mês. ''Isso nos dá o direito de prorrogar o contrato dele'', garantiu Peter. A FOLHA tentou falar tanto com Ricardo como com Luisão ontem, mas seus telefones celulares estavam desligados.
Caso o negócio não seja fechado, o clube deve colocar o atacante na geladeira por um período. Enquanto isso, a parceria com a SM Sports para a Série D está praticamente fechada. Até amanhã deve ser oficializada entre Peter e o presidente da SM, Sérgio Malucelli.


