O mundo do MMA não proporciona possibilidade de retorno financeiro apenas aos lutadores. Virar empresário é uma tendência que cresce junto com a popularização das artes marciais enquanto show business. Eduardo Alonso cuida da carreira dos irmãos Maurício Shogum e Murillo Ninja, além de outros lutadores como o curitibano André Dida, bastante conhecido no K1 - campeonato só de muay thai. Para o futuro, tentará emplacar nomes promissores como João Paulo Tuba e Fernando Vieira, que já ensaiam suas estreias no Mandalay Bays.
Como praxe, o empresário trabalha com uma margem de 10% sobre o cachê do lutador, mas tudo depende de ''acordo particular'' entre as partes. ''Não existe uma regra fixa'', aponta. Como acompanhou o crescimento profissional de Shogum, ele trabalha mais no esquema da amizade. ''Também sou amigo do irmão dele e conselheiro dessa turma'', pontua.
Dentre os mais bem sucedidos deste meio, o brasileiro Jorge Guimarães, o Joinha, é o empresário que revelou campeões de MMA como o próprio Lyoto Machida e os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro. Segundo Alonso, ele trabalha em parceria com outro empresário, Ed Soares, que cuida dos negócios nos EUA enquanto ele está no Brasil. ''Sem dúvidas ele é o mais bem sucedido do meio'', afirma.
Para Shogum, a figura do empresário funciona como um conforto para o lutador, que tem mais tempo para cuidar da forma física nos treinamentos. Ele começou a participar de eventos internacionais há sete anos quando ganhou destaque no Pride, campeonato nos moldes do UFC, mas sediado no Japão.
''Quem luta precisa de tempo para se dedicar só aos treinos e tem que ter alguém para cuidar da parte burocrática como compra de passagens para lutas. Às vezes o atleta é bom, mas não tem destaque lá fora e com empresário é mais fácil. Mas para mim é por comodidade e ter um laço com os eventos'', arremata. (R.O.)

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