Enquanto a equipe do Coritiba se preparava para jogar diante do Sport Recife, ontem à noite, na estréia da Copa João Havelange, diretores e assesores jurídicos do clube trabalhavam nos bastidores tentando resolver as pendências judiciais envolvendo a compra e venda dos jogadores Mozart e Marquinhos.
Quanto ao volante Mozart, vendido ao Flamengo, os empresários João Francisco Machado e José Antonio Martins cobram do Coritiba uma dívida de US$ 500 mil referente à comissão da venda do jogador. Os empresários têm uma declaração assinada pelo ex-presidente João Jacob Mehl, que se comprometeu em pagar a quantia aos empresários.
O documento é datado de 21 de janeiro de 2000 e os empresários já protocolaram na Fifa um pedido de cobrança. A diretoria do Coxa nega a dívida, alegando que o valor só deveria ser pago se o clube recebesse os US$ 5 milhões do clube carioca.‘‘Como a venda do atleta saiu por US$ 3,2 milhões, eles não têm o direito de receber esta quantia’’, afirmou ontem o diretor Guido Debeli.
Mas esse não é o único problema do Coritiba. O caso Marquinhos Cambalhota ainda está sem definição. O presidente do Ponta Grossa Esporte Clube, Antonio Luis Mikulis, tem uma liminar concedida pelo juiz Fernando Cezar Zeni, da 3ª Vara Cível de Ponta Grossa, impedindo o registro do atleta pelo Coritiba e também proibindo a Federação Paranaense de Futebol de transferi-lo para qualquer outra agremiação.

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